Editor do Future of Money
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 16h57.
O banco norte-americano, Citi, elevou seu preço-alvo para o bitcoin de US$ 82 mil para US$ 113 mil em 12 meses, o que corresponde a um aumento de 38% na projeção. A revisão se baseia em três fatores: atividade em cripto, cenário macroeconômico e fluxo de capital para os fundos negociados em bolsa (ETFs) das criptomoedas.
Para chegar ao preço previsto pelo banco, o bitcoin precisaria subir 33,2% dos níveis atuais, uma vez que a criptomoeda é negociada hoje a US$ 84.836.
No relatório assinado pelo estrategista Alex Saunders, o Citi também revisou suas projeções para o ether, moeda digital da rede Ethereum e segunda maior criptomoeda do mundo em valor de mercado. O Citi agora tem um alvo de 12 meses de US$ 3.028 para o ether, contra US$ 2.240 anteriormente. Essa previsão representa um upside de 12% a partir do preço atual.
O início da alta das criptomoedas, segundo o banco, veio com o fortalecimento da tese do "debasement trade", segundo a qual o investidor deve buscar ativos resistentes à inflação diante do aumento da dívida pública e da emissão de dinheiro pelos bancos centrais. Isso aconteceu quando o Tesouro dos Estados Unidos anunciou um plano para dobrar o valor das suas operações de recompras de títulos de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões.
Junto com isso, a equipe de análise do Citi lembra que as iniciativas regulatórias da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) e da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) ajudaram as criptomoedas a retomarem níveis técnicos importantes.
"Os fluxos dos ETFs voltaram, conforme os preços romperam as médias móveis de 200 dias. Agora, nós assumimos US$ 5 bilhões como o cenário-base para os fluxos nos próximos 12 meses, ante expectativa de estabilidade, dado o sentimento positivo", diz o relatório.
O research aponta que a rejeição do projeto de lei de regulamentação dos criptoativos dos EUA, Clarity Act, reduziu o espaço para uma lei de estrutura do mercado, mas levou a anúncios regulatórios da SEC que mitigaram o sentimento negativo entre os investidores cripto.
"Uma legislação mais durável provavelmente traria maior clareza política do que uma regulação vinda de uma agência, mas o setor adotou a estratégia de construir agora como um projeto-piloto e de criar uma posição consolidada que seria difícil de desmantelar", avalia o Citi.
O banco projeta três cenários a partir de agora para o bitcoin e para o ether.
No cenário base, a maior adoção cripto leva a um aumento de 20% nas bases de usuários das duas moedas digitais, o que se soma a fatores macroeconômicos e um fluxo de US$ 5 bilhões para os ETFs de bitcoin e de US$ 1 bilhão para os ETFs de ether para chegar aos preços-alvo de US$ 113.416 do BTC e de US$ 3.028 do ETH.
Já no cenário pessimista, um crescimento mais conservador na base de usuários, junto com fatores macro recessivos e uma retirada líquida de US$ 10 bilhões dos ETFs de bitcoin e de US$ 1 bilhão nos ETFs de ether levaria o BTC a US$ 43.130 e o ETH a US$ 1.157.
Por fim, no cenário otimista, um crescimento agressivo na base de usuários, melhora expressiva no ambiente macroeconômicos e uma demanda de US$ 15 bilhões nos ETFs de bitcoin e de US$ 3 bilhões nos ETFs de ether impulsionariam o preço do BTC a US$ 150.680 e o do ETH a US$ 4.244.
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