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Publicado em 2 de setembro de 2026 às 09h30.
A Bitso e o Mercado Bitcoin (MB) anunciaram nesta terça-feira (1) uma parceria estratégica no Brasil. O acordo une as duas plataformas em uma infraestrutura de pagamentos voltada a empresas. Também muda a rota dos clientes pessoa física da Bitso no país, que passam a investir pelo MB.
Juntas, as companhias somam 15 milhões de clientes. O volume transacionado por ano supera 130 bilhões de dólares. As operações alcançam América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia.
A parceria mira o cliente corporativo. As empresas brasileiras passam a contar com pagamentos internacionais instantâneos, tanto em moeda local quanto em moeda estrangeira.
O acordo também prevê a abertura de contas de pagamento em moeda fiduciária de forma regulamentada. Moeda fiduciária é o dinheiro emitido por governos, como o real e o dólar. As opções incluem dólar, real, peso mexicano, peso colombiano e peso argentino.
Outro ponto é o pagamento internacional com stablecoins. Stablecoins são criptomoedas atreladas a moedas tradicionais, criadas para reduzir a oscilação de preço típica do mercado.
Para empresas globais que atuam no Brasil, a promessa é reduzir custo e tempo das transações internacionais. Todas as soluções ficam reunidas em uma única plataforma.
Os usuários do aplicativo da Bitso no Brasil serão transferidos para o MB nos próximos dias. As empresas afirmam que a transição contará com apoio total.
No MB, esses clientes encontram um portfólio mais amplo de produtos e serviços locais. A partir de 1º de outubro, quem migrar terá um pacote de benefícios.
A lista inclui período ampliado com taxa zero na compra e venda de criptomoedas. Há ainda Renda Fixa Digital com rentabilidade especial e staking turbinado. Staking é o processo de bloquear criptomoedas em uma rede blockchain para receber rendimento.
Clientes com alta custódia também passam a ter assessor dedicado. Custódia é o serviço de guarda dos ativos do investidor.
A Bitso concentra presença forte no México, na Argentina e na Colômbia. A empresa afirma administrar cerca de 10% de todas as transações realizadas entre Estados Unidos e México, o principal corredor de remessas do mundo. A base institucional passa de 2 mil clientes.
O MB entra com alcance no mercado brasileiro. Cada uma das plataformas atua há mais de dez anos no setor. As duas destacam compliance rígido e acesso regulado aos sistemas de pagamento locais. Compliance é o conjunto de regras internas que garante o cumprimento da legislação.
“Há mais de uma década, a Bitso vem co-liderando ativamente a evolução do setor financeiro na América Latina, oferecendo tecnologia para habilitar pessoas e empresas a mover dinheiro de forma mais eficiente e confiável. Temos mais de 2.000 clientes institucionais e gerenciamos cerca de 10% de todas as transações dos EUA ao México, que é o principal corredor de remessas do mundo”, afirmou Nicolás Alonso, Country Manager da Bitso Brasil.
Segundo o executivo, o objetivo é atender ao CFO global que recebe pagamentos de clientes em vários países ou envia recursos a fornecedores em diferentes moedas. Ele diz que a Bitso une tecnologia e escala global ao portfólio e ao ecossistema local do MB.
Para o MB, a transição da infraestrutura financeira para redes blockchain define o próximo ciclo do setor. A avaliação é do chairman e CEO da empresa.
“A infraestrutura financeira está migrando para trilhos on-chain, e essa transição será conduzida por quem conseguir unir escala tecnológica e profundidade regulatória. É essa combinação que Bitso e MB colocam juntos: duas plataformas com mais de dez anos de operação e licenças nos principais mercados da região”, disse Roberto Dagnoni, chairman e CEO do Mercado Bitcoin.
O executivo afirma que o MB é hoje um dos maiores provedores de pagamentos com stablecoins do Brasil. A empresa passa a suportar também os fluxos dos clientes da Bitso no país, apoiada na infraestrutura da parceira nos demais mercados da região.
“Ao conectar nossa presença regulatória local com esse alcance internacional, redefinimos tanto a forma como os brasileiros investem quanto a forma como as empresas fazem negócios no país. O Brasil reúne condições para ser o centro dessa nova arquitetura de pagamentos”, completou Dagnoni.
As duas companhias afirmam que seguirão expandindo a oferta no mercado brasileiro. O foco declarado é eficiência operacional, conformidade regulatória e inovação contínua.
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