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O número de usuários de criptomoedas cresce exponencialmente em todo mundo. No Brasil, dados da Receita Federal divulgados em outubro indicam o número recorde de 4,1 milhões de pessoas físicas que declararam posse de ativos digitais às autoridades.

Um novo pico também foi registrado na declaração de criptomoedas por empresas e outras entidades jurídicas - que agora somam cerca de 92 mil. Esses recordes, superados a cada nova atualização divulgada pela Receita, indicam o quão promissora é a criptoeconomia no país.

Os brasileiros já haviam indicado que estão abertos a novas tecnologias com o lançamento do Pix. A ferramenta foi lançada em 2020 e, dois anos depois, já era o meio de pagamento mais usado no país, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos, com mais de 66 milhões de operações diárias, superando transações com cartão de débito, crédito, boleto e cheques.

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Claro que transações por Pix e cripto têm suas diferenças, sendo a primeira puramente um método de pagamento e transferência de dinheiro e a segunda muito usada como investimento. No entanto, o ponto de partida é que o brasileiro adota novas tecnologias à medida que elas são promissoras, seguras, úteis e eficientes. Assim como o Pix, o ecossistema cripto do Brasil tem uma grande oportunidade de se desenvolver e se consolidar.

As autoridades reguladoras locais têm trabalhado em normas que garantem a proteção dos investidores, mas não suprimem a capacidade de desenvolvimento da indústria. Para que isso ocorra, entretanto, é necessário que os principais mitos sobre as criptomoedas sejam desvendados, de forma que a população geral perceba as vantagens de optar por esses ativos.

Um dos erros mais comuns é acreditar que as criptomoedas são utilizadas somente em atividades criminosas. É importante destacarmos que o uso ilícito desses ativos digitais é muito baixo quando comparado ao volume total de operações. Conforme indica o Crypto Crime Report de 2023, elaborado pela Chainalysis, o uso ilícito de criptomoedas no último ano representou cerca de 0,24% do volume total de transações.

Outro mito comum é o de que as criptomoedas não podem ser protegidas contra o ataque de hackers. Vamos pensar desde o início dos pagamentos virtuais. Nos primórdios da Internet, não era recomendado inserir os dados do seu cartão de crédito em sites. Depois que a tecnologia de criptografia SSL surgiu, e gateways de pagamento confiáveis se consolidaram, o comércio eletrônico começou a prosperar. Algo semelhante tem acontecido com as criptomoedas.

Antes, as exchanges centralizadas eram o principal alvo de cibercriminosos devido a falhas de segurança. Hoje, como um setor mais estabelecido da criptoeconomia, as exchanges melhoraram suas capacidades de segurança. Assim, a atenção dos hackers voltou-se ao DeFi - e, da mesma forma, o setor tem se dedicado a identificar e corrigir essas vulnerabilidades.

O ponto central é que novas tecnologias, especialmente as que nasceram com a Internet, enfrentam desafios de segurança no seu início. À medida que a adoção cresce, os players aprendem com cada incidente e a segurança se desenvolve.

Por fim, é importante que a população compreenda que as criptomoedas não são anônimas e não rastreáveis. As transações de criptomoeda sempre foram pseudomonas, pois estão vinculadas a um endereço publicamente visível. Além disso, exigências de governança pelos players do setor, como o KYC (Know Your Client, ou Conheça Seu Cliente), garantem que outras transações, como conversões de moeda fiduciária, também não sejam anônimas.

Entretanto, para monitorar efetivamente atividades ou rastrear transações, é importante ter as ferramentas certas. Empresas do setor, instituições financeiras e órgãos governamentais têm usado a análise de blockchain para garantir o compliance, mitigar riscos e rastrear atividades suspeitas.

O blockchain produziu um dos sistemas financeiros mais transparentes e democratizados da história, com todas as transações sendo registradas publicamente. É importante que nós, enquanto membros desse ecossistema cripto, dediquemos esforços para que as principais falácias sobre a emergente e disruptiva criptoeconomia sejam desvendadas, para que mais pessoas se sintam seguras e, assim, tenham acesso a todas as vantagens que as criptomoedas podem oferecer.

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