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Pessoas mais ricas do mundo investem 2% do patrimônio em criptomoedas

Relatório aponta que ações, casas e propriedades ainda dominam portfólios de pessoas com maior poder aquisitivo

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Investidores mais ricos investiram em criptomoedas em 2022 apesar de crises (Reprodução/Reprodução)

Investidores mais ricos investiram em criptomoedas em 2022 apesar de crises (Reprodução/Reprodução)

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João Pedro Malar

Publicado em 13 de março de 2023, 17h05.

Um relatório divulgado neste mês pela consultoria Knight Frank aponta que as pessoas mais ricas do mundo continuaram investindo em criptomoedas ao longo de 2022 mesmo em meio a um ano difícil para o setor, com forte desvalorização. Como consequência, os aportes nos criptoativos caíram, mas se mantiveram dentro dos portfólios globais.

Os dados reunidos pela empresa indicam que, no ano passado, 2% de toda a riqueza disponível para investimentos dos "super ricos" foram voltados para o mercado cripto. Ao todo, o levantamento entrevistou 500 banqueiros, gestores de patrimônio e escritórios familiares que representam uma fortuna de mais de US$ 2,5 trilhões.

Os investimentos em criptomoedas ainda estão distante de dominar uma fatia considerável do portfólio dos mais ricos. A liderança segue sendo de aplicações em residências, compondo 32% do total, seguidas por ações (26%), posse de propriedades comerciais (21%) e títulos do Tesouro (17%).

A consultoria observa que 2022 foi marcado por uma série de mudanças drásticas no mercado que acabaram afetando as decisões de investimentos dos mais ricos. "O sentimento mudou em meados de 2022, enquanto a inflação se despedia de seu status transitório e o custo da dívida aumentava. A recessão se aproximou, o conflito na Ucrânia fez os preços de energia dispararem e os mercados de ações, incluindo o de cripto, ficou vacilante".

O relatório destaca ainda que os desafios macroeconômicos que surgiram em 2022 - em especial os ciclos de alta de juros em grandes economias - demandaram uma reorganização de portfólios por parte dos investidores mais ricos. Isso afetou ativos considerados mais arriscados, como o em criptomoedas.

As pessoas mais ricas do mundo perderam cerca de US$ 10 trilhões de patrimônio nesse período, indicando o efeito dos problemas do ano passado em suas fortunas. Para os gestores desses portfólios, os criptoativos são a classe de investimento mais volátil entre as disponíveis.

A consultoria também falou sobre os investimentos dos mais ricos em tokens não-fungíveis (NFTs, na sigla em inglês). Para ela, o segmento foi o "assunto do momento" em 2021, mas foi afetado pelo contágio de uma série de quebras no mercado de criptomoedas. Questionados sobre o assunto, os entrevistados se dividiram sobre esse tipo de ativo.

"Cerca de um terço acredita que os NFTs ainda têm potencial, enquanto um número igual diz que sempre foi cético. Curiosamente, os entrevistados da parte continental da China foram mais otimistas, com 64% mantendo uma visão positiva. Eles podem muito bem estar certos, embora até mesmo alguns dos colecionadores de maior perfil admitam que muitos dos NFTs que eles compraram provavelmente não valem nada", observa o relatório.

Na divisão por continente, houve pouca variação nos investimentos em criptomoedas. Eles compõem 1% do portfólio total dos mais ricos na África, na Ásia, na Europa e no Oriente Médio. Na Austrália, correspondem a 2% do total, enquanto as Américas registraram o maior percentual, de 4%.

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João Pedro Malar

João Pedro Malar

Repórter do Future of MoneyFormado em Jornalismo pela ECA-USP, onde atualmente é mestrando em Comunicação. Ingressou na EXAME em 2022 e cobre temas ligados à digitalização da economia, como criptomoedas e meios de pagamentos.