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Ethereum tem redução de oferta em meio a crise no mercado de criptoativos

Perda na quantidade de ether em circulação representa desinflação que era aguardada pelo mercado desde a atualização "The Merge"

Desinflação na Ethereum ocorre 55 dias após a troca da prova de trabalho pela prova de participação na rede (Thomas Trutschel / Colaborador/Getty Images)

Desinflação na Ethereum ocorre 55 dias após a troca da prova de trabalho pela prova de participação na rede (Thomas Trutschel / Colaborador/Getty Images)

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João Pedro Malar

9 de novembro de 2022, 11h52

A Ethereum e sua criptomoeda nativa ether se tornaram deflacionárias nesta quarta-feira, 9, atingindo um marco esperado por investidores desde a conclusão do "The Merge", a maior atualização na rede até o momento, em 15 de setembro. Apesar da mudança ser vista com bons olhos no segmento, ela ocorre em meio a uma de suas maiores crises.

O marco foi atingido 55 dias depois da atualização, que envolveu a mudança do mecanismo de consenso do blockchain. Com isso, houve a troca da prova de trabalho (proof-of-work, em inglês) para a prova de consenso (proof-of-stake, em inglês). Nela, os mineradores são substituídos por validadores, responsáveis por verificar as transações na rede.

(Mynt/Divulgação)

O termo deflacionário é usado no mercado de criptoativos para se referir ao funcionamento de um blockchain que leva a reduções na oferta de uma criptomoeda. Ou seja, quando a queima ou destruição de tokens supera o número de novas emissões.

No caso da Ethereum, a expectativa dos investidores é que o "The Merge" possibilitasse essa mudança ao trazer uma "taxa de queima" de ether variável dependendo do volume de transações e uma recompensa menor aos validadores, reduzindo a taxa de criação da criptomoeda quando transações são verificadas.

Dados do site ultrasound.money apontam que o marco foi atingido em meio a um pico de transações no blockchain que geraram uma demanda maior por validações e aumentaram a taxa de queima da criptomoeda. Com isso, a queima superou a emissão, levando à redução na oferta do ativo no mercado.

Até o momento, há uma perda acumulada de 666 mil ethers desde a realização do "The Merge", concentrada nos últimos dois dias. A taxa de desinflação na Ethereum atualmente é de 0,003% ao ano.

Ainda segundo o site, caso a mudança para a prova de participação não tivesse ocorrido, a rede teria tido no mesmo período um aumento na oferta de ether, na casa de 654 mil novos tokens. Isso representaria uma taxa de inflação de 3,58% ao ano.

O marco atingido pelo ether ocorreu no mesmo período em que o setor de criptoativos passa por uma de suas maiores crises. Temores do mercado sobre a saúde financeira da exchange FTX, a segunda maior do mundo, levaram a grandes retiradas de investimentos, representando um aumento no volume de transações que pode estar por trás da desinflação na rede.

O caos no mercado, com incertezas sobre o futuro da FTX e o grau de contaminação em outras empresas, prejudicou a criptomoeda da Ethereum e o setor de criptoativos como um todo. Nas últimas 24 horas, o ether acumula uma queda de 17,6% na sua cotação em relação ao dólar, segundo dados da plataforma CoinGecko.

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