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Na última terça-feira, 21, o mercado de criptomoedas foi surpreendido com a notícia da renúncia de Changpeng Zhao do cargo de CEO da Binance. A saída do executivo fez parte de um acordo da empresa, que é a maior corretora de criptoativos do mundo, com as autoridades norte-americanas após uma investigação.

A Binance enfrentou investigações de diversos órgãos do governo norte-americano por crimes envolvendo lavagem de dinheiro, fraude bancária e violações de leis de sanção aplicadas pelos Estados Unidos contra entidades e países.

O acordo entre a empresa e as autoridades americanas, fechado antes do esperado, envolve a renúncia de Changpeng Zhao do comando da Binance, a saída da empresa dos Estados Unidos e o pagamento de bilhões em multas.

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Quem é Changpeng Zhao?

Também conhecido como “CZ”, Changpeng Zhao foi uma das personalidades mais influentes do mercado de criptomoedas nos últimos anos. No comando da Binance desde o início, Zhao viu a corretora de criptomoedas se tornar a maior do mundo em volume de transações.

Atualmente, a Binance possui um volume de transações de cerca de US$ 12,5 bilhões por dia, seis vezes mais do que a segunda colocada no ranking do site CoinMarketCap.

Nascido em Jiangsu, província localizada na costa Leste da China, Changpeng Zhao teve uma vida simples, com pais professores.

Na década de 80, seu pai, professor universitário, saiu de seu país de origem durante a Revolução Cultural da China por ser considerado um dos intelectuais contra o regime comunista do estadista Mao Tsé-Tung. Poucos anos depois, Changpeng Zhao e sua família acompanharam o pai, que havia se mudado para Vancouver, no Canadá.

Ao longo de sua permanência como imigrante no Canadá, “CZ” chegou a trabalhar em redes de fast-food e postos de gasolina. Posteriormente, cursou Ciência da Computação na Universidade McGill, em Montreal.

Depois de se formar, ele foi para o Japão trabalhar com desenvolvimento de softwares de operações financeiras na Bolsa de Valores de Tóquio e chegou a trabalhar de 2001 a 2005 como head de desenvolvimento na Bloomberg Tradebook, em Nova York.

De origem simples, Changpeng Zhao continuou com um estilo de vida básico mesmo depois de se tornar bilionário com a Binance. Seu patrimônio, no entanto, sofreu muito com as oscilações do mercado cripto mesmo antes de ser investigado nos EUA, já que o ex-executivo afirmou alocar “próximo de 100% de seu patrimônio” em bitcoin e BNB, a criptomoeda da Binance que já despencou cerca de 9% desde a sua saída da corretora.

O surgimento da Binance

Depois de sua passagem pela Bloomberg, Changpeng Zhao decidiu que queria empreender e criou a Fusion Systems. A empresa desenvolvia sistemas para brokers do mercado financeiro.

No entanto, quando conheceu o bitcoin através de uma partida de pôquer em 2013, “CZ” deixou a Fusion Systems, vendeu seu apartamento e investiu todo o dinheiro da venda na moeda digital que ainda era pouco conhecida na época.

Em poucos anos, essa e outras moedas digitais o tornariam bilionário no comando da Binance. Antes de criar a corretora em 2017, Zhao chegou a empreender no setor cripto com a BijieTech, outra empresa fundada pelo ex-executivo. Mas foi com a Binance que ele ganhou notoriedade e se tornou uma das pessoas mais importantes do setor.

Para criar a Binance, Changpeng Zhao desenvolveu a Binance Coin, atual BNB. A criptomoeda foi projetada para ser a “moeda nativa da corretora” e foi através de seu ICO, uma espécie de oferta inicial de criptomoeda, que “CZ” arrecadou o dinheiro necessário para tirar a Binance do papel.

Foram criados 200 milhões de unidades de Binance Coin (BNB). Do total, 40% dos BNBs ficaram com a equipe fundadora, 10% com os acionistas e 50% foram colocados à venda. Em três semanas, a Binance arrecadou US$ 15 milhões.

Seis meses após a captação, a corretora se consolidou como a maior do mundo em volume de negociações, posto no qual permanece até hoje.

Problemas regulatórios e a saída de CZ

A corretora criada por Changpeng Zhao não possui sede e opera de forma descentralizada, seguindo uma filosofia mais tradicionalista dos primeiros nomes proeminentes no setor de criptomoedas, incluindo Satoshi Nakamoto, o criador anônimo do bitcoin.

Além disso, a Binance ficou famosa por oferecer produtos que, segundo alguns reguladores ao redor do mundo, precisariam de autorização para serem ofertados. Isso fez com que a Binance enfrentasse problemas regulatórios em diversos países além dos Estados Unidos, como Inglaterra, Japão, Itália, Alemanha e Brasil.

Em 2021, a corretora foi notificada pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) sobre sua oferta de derivativos. No mesmo ano, a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) pediu que o Banco Central, o Ministério Público Federal e a CVM apurassem possíveis atuações irregulares da corretora.

O problema mais recente da Binance nos Estados Unidos, no entanto, envolveu uma ação conjunta de diversos órgãos do governo norte-americano e fez com que um acordo envolvendo a renúncia de Changpeng Zhao, o pagamento de multas bilionárias e a saída da corretora do país.

Na última terça-feira, Changpeng Zhao foi ao X (antigo Twitter) anunciar sua renúncia do comando da Binance. No cargo desde o início da corretora que viria a se tornar a maior do mundo, Zhao admitiu erros e afirmou que a empresa “não é mais um bebê”.

Zhao foi substituído por Richard Teng, ex-head global de mercados regionais da Binance. Antes de ingressar na Binance, Richard foi CEO da Autoridade Reguladora de Serviços Financeiros do Mercado Global de Abu Dhabi (ADGM); Diretor Regulatório da Bolsa de Singapura (SGX); e Diretor de Finanças Corporativas da Autoridade Monetária de Singapura.

Em sua carta de renúncia da Binance, “CZ” afirmou não ter planos de assumir cargos parecidos no futuro. Changpeng Zhao pretende fazer uma pausa e investir em blockchain, Web3, finanças descentralizadas (DeFi), inteligência artificial e biotecnologia.

Apesar disso, ele se disponibilizou para mentorias de futuros empreendedores: “posso dizer-lhes o que não fazer”.

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