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Criptomoedas abandonam de vez recuperação e têm dia de queda generalizada

Mercado de ativos digitais sofre com sinalização de juros nos EUA e pessimismo toma conta dos investidores

Criptomoedas: Mercado cripto enfrenta nova queda e altcoins voltam a níveis de 2022
 (dulezidar/Getty Images)

Criptomoedas: Mercado cripto enfrenta nova queda e altcoins voltam a níveis de 2022 (dulezidar/Getty Images)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 19 de junho de 2026 às 10h53.

Última atualização em 19 de junho de 2026 às 10h53.

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As criptomoedas operam em queda nesta sexta-feira, 19, e devolvem todo o ganho do começo da semana, quando o acordo para o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã havia melhorado o apetite por risco.

Ontem, os ativos digitais reagiram negativamente à sinalização de que o Federal Reserve (Fed) irá elevar os juros dos Estados Unidos neste ano. A notícia deixou claro que as condições monetárias devem continuar desfavoráveis para ativos de renda variável, como os criptoativos, por causa da menor liquidez global e da maior atratividade da renda fixa.

Às 10h39 (horário de Brasília), o ether, moeda digital da rede Ethereum, cai 2,1%, a US$ 1.694, enquanto o bitcoin tem queda de 1,5%, a US$ 62.887.

Entre os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de ether à vista negociados nas bolsas dos EUA, foi registrada ontem uma saída líquida de capital de US$ 12,8 milhões, no segundo pregão consecutivo de saldo negativo.

O único alvo dos saques líquidos foi o ETHA, da BlackRock, com US$ 12,8 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.

Do lado das outras altcoins, as criptomoedas que não são o bitcoin, o XRP, token de pagamentos internacionais utilizado pela Ripple, tem perdas de 2,1%, a US$ 1,13. Já o BNB, token da Binance Smart Chain, tem baixa de 2,3%, a US$ 574,79; a solana registra perdas de 3,1%, a US$ 68,63; e a TRX, da blockchain Tron, registra leve variação positiva de 0,1%, a US$ 0,32.

Grande sensação de 2026 com um desempenho positivo que desafia o mau humor geral do setor cripto, a HYPE, da Hyperliquid, cai 3,4%, a US$ 68,17 após bater sua máxima histórica nos US$ 76,70 na terça-feira, 16.

Caso Strategy

Do lado do bitcoin, o principal driver pessimista para o preço é a situação de caixa da Strategy, primeira e maior tesouraria de ativos digitais de capital aberto do mundo.

O analista Vinicius Bitelo, do BTG Pactual, afirma que a companhia recomprou dívida com desconto usando aproximadamente US$ 1,3 bilhão há um mês, o que reduziu sua posição de caixa, e depois vendeu 32 bitcoins. O problema é que, ao somar os custos operacionais da empresa com o pagamento dos dividendos das ações preferenciais STRC, o consumo estimado equivale a cerca de oito meses do caixa que a Strategy tem agora.

“Diante disso, o conselho da Strategy pode ter de tomar uma decisão importante nos próximos meses: vender parte dos bitcoins em carteira para honrar os dividendos ou emitir novas ações da MSTR. Esse risco já parece estar sendo refletido no mercado, com a STRC negociando bem abaixo do valor de face de US$ 100, chegando a cair abaixo de US$ 85 e encerrando o pregão a US$ 87”, destaca Bitelo.

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