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A contradição da American Bitcoin: reserva da criptomoeda em alta, ações despencando

Empresa criou reserva da criptomoeda em 2025 e é apoiada por filhos do presidente dos EUA, mas ações seguem em queda livre

Bitcoin: empresa apoiada por família Trump segue comprando ativo (Reprodução/Reprodução)

Bitcoin: empresa apoiada por família Trump segue comprando ativo (Reprodução/Reprodução)

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Editor do Future of Money

Publicado em 17 de dezembro de 2025 às 11h23.

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A American Bitcoin tem chamado atenção no mercado por um movimento aparentemente contraditório, mas que ilustra uma crise enfrentada por muitas empresas: apesar de seguir comprando unidades de bitcoin e expandindo sua reserva, as ações da companhia não param de cair.

A companhia estreou na bolsa de Nasdaq em 3 de setembro deste ano com um grande diferencial: o apoio explícito de Eric e Donald Trump Jr., filhos do presidente dos Estados Unidos. Mas nem a ligação tem ajudado a empresa a atrair mais investidores.

Recentemente, a empresa anunciou uma nova aquisição de unidades de bitcoin que elevou o total de ativos para 5.098. O movimento foi suficiente para fazer a American Bitcoin entrar na lista das 20 maiores reservas corporativas da criptomoeda em todo o mundo.

Mesmo assim, o desempenho das ações da companhia não melhorou. Desde a sua estreia na bolsa, os papéis acumulam uma desvalorização de mais de 66%. Além disso, atingiram nesta terça-feira, 16, o menor valor da história das ações, chegando à marca negativa de US$ 1,57.

As métricas divulgadas pela própria empresa indicam que o valor de mercado da companhia segue superior ao valor total das suas reservas de bitcoin, um quadro mais positivo que o de outras empresas que chegaram a ter um valor menor que o de suas reservas.

Fracasso do modelo?

Entretanto, o caso da American Bitcoin ilustra que o hype em torno das reservas corporativas de criptomoedas que marcou boa parte do segundo semestre de 2025 pode ter chegado ao fim. Em geral, as empresas têm tido dificuldade para provar suas propostas de valor, afastando investidores.

A própria companhia é mais antiga no mercado cripto, mas deu uma guinada em direção à estratégia de acumulação da criptomoeda neste ano, após atuar no mercado de mineração. O movimento contou com o apoio da família Trump, em um dos casos mais emblemáticos do segmento.

Meses depois, porém, a aposta não parece ter sido um sucesso. A forte queda do bitcoin no último trimestre do ano e a aversão a riscos generalizada no mercado acabou derrubando a estratégia das companhias, e nem o apoio da família Trump reverteu o rumo das ações até o momento.

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