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Como funcionará o novo agente de IA da Cielo para compras via chatbot?

Anunciado no Fórum E-Commerce 2026, ferramenta promete reduzir em 60% o tempo médio de checkout e em 30% o abandono de carrinho

 (Imagem gerada por IA/Exame)

(Imagem gerada por IA/Exame)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 30 de julho de 2026 às 19h41.

Última atualização em 31 de julho de 2026 às 10h31.

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A Cielo anunciou durante o Fórum E-commerce Brasil 2026 seu novo agente de pagamentos com inteligência artificial desenvolvido em parceria com o Google Cloud. Nele, os consumidores poderão fazer todo o processo de compra em uma varejista online através de uma interface de conversa com uma IA.

Em vez de navegar pelo catálogo das lojas de comércio eletrônico, o usuário poderá conversar diretamente com o agente para buscar o produto, escolher de acordo com suas necessidades e preferências e até finalizar a compra. O próprio pagamento é realizado na janela do chat, que busca pelos dados de cartão de crédito que o cliente possui cadastrados na varejista ou abre um QR Code para transações via Pix.

Agente de IA da Cielo em funcionamento

Agente de IA da Cielo em funcionamento

O novo meio de pagamento já está disponível na forma de teste em alguns parceiros da Cielo, mas a empresa não quis dizer quais. Em um vídeo de demonstração, a companhia mostrou como o chat pode não se limitar a responder apenas sobre a ficha técnica do produto presente no site da varejista, mas também pode (se o e-commerce permitir) buscar informações na internet que auxiliem no processo de compra.

Em entrevista à EXAME, Carlos Alves, vice-presidente de tecnologia, produtos & IA da Cielo, disse que os testes mostraram que o pagamento no chat de IA permitiu reduções de 60% no tempo médio de checkout, 30% no abandono de carrinho e até 20% nos custos por operação. Além disso, a nova tecnologia pode trazer aumento de até 15% nas vendas concluídas.

Um dos principais objetivos da plataforma é diminuir o abandono de carrinho ao fornecer uma jornada com menos fricção e maior naturalidade ao consumidor. “Para alguém que está comprando um terno, por exemplo, se o cliente abandonou o carrinho podemos ter mais dados sobre isso. O preço estava muito caro? Ele buscava outra cor ou tamanho? Consigo direcionar campanhas novas para o que o público quer baseado nisso”, explica Eduardo Migotto, superintendente executivo de produtos e tech da Cielo.

Cielo se aproxima do cliente final

Com a plataforma, a empresa de meios de pagamento ainda está trabalhando diretamente com os estabelecimentos comerciais, mas fica mais próxima do consumidor do que antes.

Até hoje, a única interação da Cielo com o cliente final era quando ele passava o cartão em uma maquininha da companhia nas mãos de um lojista. Agora, a empresa passará a lidar com dados de consumo e hábitos pessoais de quem está na ponta, ainda que o chat de IA seja acessado nas lojas online dos parceiros da Cielo.

Mesmo assim, Alves nega que a Cielo esteja se tornando uma empresa de relacionamento direto com o cliente final e diz que a inovação tem em vista uma melhoria para os varejistas. “Quanto mais transparente ou simples se tornar a jornada de compra, mais fluida fica para a proposta de valor do estabelecimento comercial com o cliente”, diz.

Migotto, por sua vez, disse que considera o comércio agêntico como o futuro. “Nossa visão para 2030 é que sim, haverá conversas interoperáveis entre agentes”, comenta.

Para exemplificar essa visão, ele diz que o consumidor, ao buscar uma geladeira, poderá especificar se quer um eletrodoméstico frost free com medidas tais que caibam em sua cozinha e até um determinado preço. Ao conversar com os agentes de IA que buscarão pelo melhor produto com essas características, os robôs poderão até mesmo responder se o preço compensa naquele momento ou se vale a pena esperar por um desconto.

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