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Editor do Future of Money
Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 10h00.
As empresas Cainvest, Liqi e Foxbit anunciaram nesta segunda-feira, 29, o lançamento de um "bond token". O produto, o primeiro do tipo no Brasil, usa a tecnologia blockchain para baratear investimentos em títulos internacionais, permitindo aportes mínimos de US$ 1, segundo informações compartilhadas com exclusividade pela EXAME.
De acordo com os responsáveis pelo projeto, a tecnologia blockchain é usada no processo de tokenização de um título (bond), que então ganha um token digital correspondente. O uso da tecnologia permite o fracionamento do título em partes menores, exigindo um investimento menor.
O primeiro bond token é a versão digital de um título de dívida da empresa Petrolífera Mexicana, conhecida como Pemex. Os títulos serão disponibilizados na Foxbit, têm vencimento em 2031 e contam com um cupom de 5,95% ao ano em dólar. O título original exige um investimento mínimo de US$ 200 mil.
O rendimento será pago a partir da criptomoeda pareada ao dólar USDC. Segundo os envolvidos no projeto, o fato do retorno ser dolarizado também oferece ao investidor uma proteção cambial, permitindo que o comprador também se beneficie de valorizações futuras do dólar.
Charles Aboulafia, CEO da Cainvest, afirma que "a iniciativa democratiza o acesso de investidores brasileiros de todos os perfis, combinando segurança, transparência e eficiência tecnológica em um modelo totalmente digital" a partir do uso da tecnologia blockchain.
Ele ressalta que a tokenização aumenta a acessibilidade de investimentos que estariam fora do alcance de pequenos investidores por vias tradicionais. Com isso, é possível diversificar portfólios e ter acesso a produtos com retornos mais favoráveis que opções tradicionalmente disponíveis à categoria.
Já Daniel Coquiere, CEO da Liqi, aponta que "o bond token marca um avanço relevante na consolidação da tokenização no mercado financeiro brasileiro. Nossa tecnologia foi desenvolvida para garantir segurança, rastreabilidade e conformidade em todas as etapas, da emissão à negociação, tornando possível que qualquer pessoa invista, de forma simples e digital, em oportunidades que antes eram restritas à elite financeira".
Para João Canhada, fundador da Foxbit, "esse lançamento não é sobre cripto, é sobre infraestrutura financeira. A tokenização resolve uma distorção histórica do mercado: produtos globais, bons e seguros, acessíveis só a grandes investidores".
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