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Em US$ 67 mil, bitcoin tem "viés de baixa"; entenda

Especialista aponta caminhos que o preço da maior criptomoeda do mundo pode tomar no curto prazo

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 30 de março de 2026 às 10h32.

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Nesta segunda-feira, 30, o bitcoin inicia a semana útil próximo dos US$ 68 mil, mas ainda com possível viés negativo. A maior criptomoeda do mundo apresenta pouca variação de preço nas últimas 24 horas, sendo negociada "de lado", enquanto investidores ainda apresentam sentimento pessimista.

No momento, o bitcoin é negociado a US$ 67.772, com alta de apenas 0,03% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de 4,3%.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, ainda sinaliza "medo extremo" em 8 pontos.

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"O bitcoin segue sendo negociado acima dos US$ 67 mil, mantendo ainda um viés neutro no curto prazo e leve inclinação de baixa, à medida que o preço oscila entre a mínima da semana passada, em US$ 65 mil, e a média móvel exponencial de 50 dias, próxima de US$ 71.242. O mercado cripto mais amplo continua pressionado por um sentimento enfraquecido, influenciado pelas tensões geopolíticas entre Estados Unidos, Israel e Irã", disse Gil Herrera, diretor de Estratégia e Operaçōes da Bitget para a América Latina.

"Esse cenário tem reduzido a demanda de varejo, com o Índice de Medo e Ganância atualmente em 8, indicando nível de medo extremo entre investidores. A incerteza macro associada a esse contexto tende a limitar movimentos de recuperação no curto prazo", acrescentou.

Análise técnica do bitcoin

"Do ponto de vista técnico, a resistência imediata aparece na região dos US$ 68 mil, com uma barreira mais relevante alinhada à média móvel exponencial de 50 dias em US$ 71.242. Um fechamento diário acima dessa média seria necessário para reverter o viés para uma tendência mais claramente altista", disse Gil Herrera.

"No lado negativo, o suporte inicial está próximo de US$ 66.7 mil, seguido pela mínima recente em US$ 65 mil, onde compradores voltaram a atuar para conter a correção no domingo. Uma quebra abaixo desse nível pode abrir espaço para uma correção mais profunda, com potencial de testar a mínima do ano em US$ 60 mil e enfraquecer o atual cenário de consolidação. As liquidações permanecem concentradas em posições alavancadas, sem sinais de saídas consistentes no mercado à vista. Ainda assim, chama atenção o fato de que os níveis de alavancagem seguem mais baixos do que em outros momentos de estresse macroeconômico, o que reduz a probabilidade de movimentos desordenados", concluiu.

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