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Bitcoin acompanha mercados globais e despenca para US$ 82 mil; entenda

Especialistas explicam os motivos por trás de queda generalizada nos mercados financeiros

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 11h12.

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Nesta sexta-feira, 30, o bitcoin se encaminha para um encerramento de semana útil no vermelho. Após uma semana de altos e baixos, a maior criptomoeda do mundo despencou para US$ 82 mil, acompanhando o movimento dos mercados globais. Anteriormente, o bitcoin havia se aproximado dos US$ 90 mil.

Enquanto a expectativa de especialistas é pessimista em um mercado de cautela, investidores sinalizam "medo extremo" em 16 pontos do Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 82.736, com alta de 0,3% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, no entanto, a criptomoeda acumula queda de 7,2%.

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"O bitcoin aprofunda o movimento de correção e é negociado próximo de US$ 82 mil, acumulando queda superior a 5% na semana. O enfraquecimento da demanda institucional, refletido no menor apetite via ETFs à vista, se soma a um discurso do Fed sem sinais dovish, aumentando a pressão sobre os ativos de risco. No aspecto técnico, o bitcoin perdeu o suporte da média móvel exponencial de 100 semanas, em US$ 86.124, após já ter recuado da EMA de 50 semanas em meados de janeiro", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.

"Caso o fechamento semanal se confirme abaixo desse nível, o cenário aponta para um possível teste da mínima de novembro, na região de US$ 80.6 mil. Tensões geopolíticas e interrupções na atividade de mineração adicionam ruído ao curto prazo, reforçando a cautela do mercado", acrescentou.

O que aconteceu para o bitcoin cair?

"Os mercados globais experimentaram forte turbulência após notícias de que o presidente dos EUA, Donald Trump, está prestes a nomear Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve. Warsh é visto como menos propenso a estímulos agressivos, o que recalibrou expectativas de política monetária e provocou uma queda acentuada em ações, aumento do dólar e dos rendimentos dos títulos, além de perdas em ouro, prata e criptoativos", explicou André Franco, CEO da Boost Research.

A queda foi generalizada nos mercados financeiros, com o setor de risco amargando as maiores perdas:

"Setores de risco sofreram de forma ampla, com o índice MSCI da Ásia‑Pacífico fora do Japão caindo mais de 1% e futuros dos principais índices dos EUA em baixa. Além disso, criptomoedas também recuaram, refletindo esse ambiente de aversão ao risco e realinhamento de expectativas macro", disse André Franco.

Previsão para o bitcoin

"O bitcoin tem uma expectativa de curto prazo negativa. A especulação de que o novo presidente do Fed poderá restringir estímulos e reduzir liquidez elevou os rendimentos e fortaleceu o dólar, fatores que normalmente pressionam ativos de risco e criptoativos como o bitcoin", disse André Franco.

"Esse ambiente tende a estimular saídas de posições de alto risco no curtíssimo prazo, empurrando o bitcoin para baixo ou mantendo‑o em território de correção técnica até que haja confirmação mais clara sobre a direção da política monetária, ou outros catalisadores macroeconômicos", concluiu o especialista.

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