Representação do bitcoin (crédito: Erling Løken Andersen/Unsplash)
Editor do Future of Money
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 11h00.
O bitcoin opera entre perdas e ganhos nesta terça-feira, 25, depois de subir dos US$ 64 mil para os US$ 81 mil desde a quarta-feira passada.
A maior das criptomoedas foi impulsionada por quatro fatores: o aumento das compras de títulos pelo Tesouro dos Estados Unidos, que traz maior liquidez global e fortalece ativos resistentes à inflação; a publicação de uma proposta de regulação de ativos digitais pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC); a liquidação de posições vendidas em moedas digitais; e as declarações favoráveis a criptoativos do presidente norte-americano, Donald Trump.
Hoje às 10h54 (horário de Brasília) o bitcoin operava em leve alta de 0,2% em um período de 24 horas, cotado a US$ 78.342 por unidade. Na máxima do dia, o BTC chegou a ser negociado por US$ 81.220, seu maior patamar de preço desde 15 de maio, quando operou a US$ 81.642.
Segundo Matheus Parizotto, analista do BTG Pactual, a alta de 23,7% do bitcoin na última semana foi a 2ª maior em mais de 10 anos quando ajustada pela volatilidade, e o histórico mostra que a tendência é continuar subindo.“Nos 30 dias seguintes às 20 maiores altas semanais semelhantes, o bitcoin subiu em 90% dos casos, com retorno médio de 22,6%, contra apenas 6,0% em qualquer outro dia aleatório. Mesmo após 90 dias, o efeito continua relevante: o retorno médio foi de 47%, subindo em 80% dos casos”, aponta.
Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 337,6 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. Foi o sexto pregão consecutivo de entrada de capital neste tipo de fundo, com um fluxo acumulado de US$ 2,25 bilhões.
Os dois maiores alvos do fluxo comprador foram o IBIT, da gestora BlackRock, com US$ 208,9 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas; e o FBTC, da Fidelity, com US$ 104,6 milhões.
Noah Cheung, country manager da corretora Bitget no Brasil, afirma que os fluxos positivos para os ETFs mostram que a alta do bitcoin não está sendo sustentada apenas pela liquidação de investidores que apostavam em uma queda da criptomoeda. “Os ativos dos ETFs já chegaram a US$ 98,6 bilhões, contra US$ 78,7 bilhões uma semana atrás”, destaca.
Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi positivo em US$ 115,6 milhões, também no sexto pregão seguido de entrada de capital.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas se manteve nos 81 pontos, zona que indica “extrema ganância” ou “euforia” do mercado.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
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