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Bitcoin tem maior preço em mais de dois meses: alta vai continuar?

Maior criptomoeda do mundo voltou a se aproximar dos US$ 100 mil, após fim de ano em queda

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 10h31.

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Nesta quinta-feira, 15, o bitcoin dá continuidade no movimento de alta iniciado na última terça-feira, 14. A criptomoeda chegou a subir para US$ 97.860, maior cotação em mais de dois meses. Agora, investidores acumulam expectativas para um retorno do bitcoin aos patamares de US$ 100 mil. Com o cenário favorável e narrativa positiva, a maior criptomoeda do mundo precisará ultrapassar a região de US$ 98.8 mil para abrir os caminhos até US$ 100 mil, segundo especialistas.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 96.901, com alta de 2% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Desde o início de 2026, a criptomoeda acumula alta de quase 11%.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, disparou para 61 pontos, voltando a sinalizar "ganância" após um longo período de pessimismo ou neutralidade.

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Por que o preço do bitcoin subiu?

"O bitcoin atingiu sua maior cotação em mais de dois meses, impulsionado pelos maiores fluxos de captação em ETFs desde o início de outubro. O saldo institucional voltou a sustentar os preços e reforça a melhora de sentimento observada nos últimos dias", disse Matheus Parizotto, analista chefe de research da Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual.

"Com a superação dos US$ 94 mil, houve rompimento de uma resistência relevante para os preços, configurando o retorno a uma tendência de alta no curto prazo. Tecnicamente, o cenário favorece continuidade da valorização. Desde que os fluxos permaneçam construtivos, o bitcoin tende a estender a recuperação em direção à região dos US$ 100 mil nos próximos dias", acrescentou o especialista.

Previsão para o bitcoin

"O bitcoin segue mostrando força, impulsionado por um renovado apetite institucional. Os ETFs de bitcoin à vista listados nos EUA registraram o terceiro dia consecutivo de entradas, somando cerca de US$ 844 milhões na quarta-feira, 14, o que reforça a percepção de retorno consistente da demanda por exposição regulada ao ativo. Esse movimento também se reflete no mercado de derivativos, com o open interest dos contratos futuros na CME atingindo o maior nível em quatro semanas. Do ponto de vista técnico, apesar do RSI diário ter recuado para 68 após se aproximar da zona de sobrecompra — indicando uma leve perda de fôlego no momentum — o bitcoin permanece acima de US$ 94.5 mil, patamar que se consolida como suporte relevante após meses atuando como resistência", disse, Guilherme Prado, country manager da Bitget.

"Enquanto o preço se mantiver na região de demanda entre US$ 95.2 mil e US$ 95.7 mil, a estrutura de alta segue preservada. O contexto macro e geopolítico também contribui para a narrativa positiva. Em meio à instabilidade política e aos apagões de internet no Irã, ganha força o argumento do bitcoin como um ativo permissionless, resistente à censura e independente de intermediários. Caso o bitcoin consiga superar a região de US$ 98.8 mil, o caminho pode se abrir para um teste do nível psicológico de US$ 100 mil", acrescentou.

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