Representação do bitcoin (crédito: Jievani Weerasinghe/Unsplash)
Editor do Future of Money
Publicado em 11 de setembro de 2026 às 10h56.
Última atualização em 11 de setembro de 2026 às 11h22.
O bitcoin opera em alta nesta sexta-feira, 11, com uma tentativa de recuperação após quatro dias consecutivos de queda se sobrepondo a mais um dado de inflação preocupante nos Estados Unidos.
Foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) referente a agosto, que registrou um aumento de 0,4% na comparação com o mês anterior, em linha com a mediana das projeções dos economistas. Na base anual, a inflação dos EUA cresceu a 3,4%, bem acima da meta do Federal Reserve (Fed), que é de 2%.
Com esse novo dado, as apostas para um aumento de juros na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) da semana que vem subiram para 82% na plataforma de mercado preditivo Polymarket.
Hoje às 10h50 (horário de Brasília) o bitcoin subia 1,8% em um período de 24 horas, cotado a US$ 78.465.
Noah Cheung, country manager da corretora Bitget no Brasil, diz que apesar da correção recente, a estrutura gráfica de longo prazo do bitcoin continua construtiva. "O BTC permanece acima das médias móveis exponenciais de 50, 100 e 200 dias, que estão concentradas entre aproximadamente US$ 70,8 mil e US$ 72,9 mil", afirma Cheung.
Ontem, foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 282,7 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. Este foi o terceiro pregão seguido de saída de capital neste tipo de fundo.
O maior alvo do fluxo vendedor foi o ARKB, da gestora Ark Invest, com US$ 164,3 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi negativo em US$ 29,9 milhões.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 68 para os 69 pontos. Essa região indica que o sentimento predominante no mercado cripto ainda é o de “ganância”.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
Vinicius Bazan, CEO da casa de análise Underblock, diz que as altcoins, as criptomoedas que não são o bitcoin, estão passando por um período de estabilização sem muita volatilidade no momento.
Um ponto positivo, na opinião de Bazan, é que o mercado mantém cotações acima de um mês atrás apesar de todas as incertezas do ponto de vista macroeconômico. "No fundo, a maior parte do movimento virá na decisão do Fomc na semana que vem, que pode vir mais negativa do que positiva e isso pode ser o balde de água fria para o mercado corrigir mais forte", avalia.
O especialista destaca que as altcoins estão subindo junto com o bitcoin e o altseason index está ainda neutro, sem nenhum impulso que lembre as altseasons anteriores. Porém, Bazan reconhece que essas criptomoedas já começam a performar melhor do que o benchmark. "Observo esse movimento de ether e solana passando gradualmente a subir mais do que o bitcoin, embora sem ser algo explosivo", diz.
Hoje, o ether dispara 7,6%, a US$ 2.616, enquanto a solana avança 4,5%, a US$ 103,86.
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