Invest

Ibovespa cai em dia de dados de inflação e de petróleo em baixa

O dólar também recua frente ao real e fica abaixo dos R$ 5,10

Ibovespa: o ]principal índice da B3 recuava 0,58%, aos 187.168 pontos (Germano Lüders/Exame)

Ibovespa: o ]principal índice da B3 recuava 0,58%, aos 187.168 pontos (Germano Lüders/Exame)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 11 de setembro de 2026 às 11h14.

Priorizar nos meus resultados Google

O Ibovespa abriu em queda o pregão desta sexta-feira, 11, pressionado pelas ações ligadas a commodities, enquanto investidores repercutem os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos e o noticiário político. Por volta das 11h (horário de Brasília), o principal índice da B3 recuava 0,58%, aos 187.168 pontos. O dólar comercial, por sua vez, caía 0,41%, cotado a R$ 5,083.

"A divergência mostra que o capital estrangeiro não entra no Brasil de maneira uniforme. Parte do fluxo busca aproveitar o diferencial de juros, a valorização das commodities e o desconto das ações brasileiras, fortalecendo o real. Ao mesmo tempo, investidores realizam lucros na Bolsa depois da sequência recente de altas e reduzem posições antes dos dados de inflação dos Estados Unidos e da decisão do Federal Reserve", afirma Fábio Murad, consultor da Wiser Asset.

Entre as principais baixas do índice, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) recuavam 1,49% e 1,5o% no caso dos papéis ordinários (PETR3), acompanhando a queda dos preços do petróleo no exterior. A Prio (PRIO3) perdia 1,82%, enquanto Brava Energia (BRAV3) caía 1,65%. A pressão também atingia as siderúrgicas, com CSN (CSNA3) em baixa de 4,45% e Gerdau (GGBR4), de -1,58%.

A Vale (VALE3), também de peso na composição do Ibovespa, operava em queda de 0,83%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) rgistrava ligeiro avanço de 0,21%, BTG Pactual (BPAC11, do mesmo grupo controlador da EXAME) subia 0,45% e Santander Brasil (SANB11) ganhava 1%. Já as ações de Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) recuavam 0,61%.

No cenário doméstico, o mercado repercute o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que registrou deflação de 0,32%, ante alta de 0,07% em julho. Em 12 meses, a inflação acumulada desacelerou para 4,22%, de 4,44% anteriormente. O resultado veio ligeiramente melhor que o esperado.

O campo político também está no radar nesta sexta, com a retirada do sigilo de processos do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Atendendo ao pedido do ministro Edson Fachin, o também magistrado André Mendonça tornou público 14 procedimentos sob sua relatoria no Supremo, incluindo a petição que é base do caso e inestigações correlatas.

Diante disso, a revista Piauí também trouxe ontem relatório de 196 páginas sobre as relações do ministro Dias Toffoli com o dono do Master, Daniel Vorcaro. A relatório cita o ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro, Fábio Faria, como "um faz-tudo de luxo de Vorcaro".

O fim do sigilo também trouxe à torna uma investigação contra o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no contexto do financiamento do filme Dark Horse.

Bolsas dos EUA sobem após dados de inflação

Nos Estados Unidos, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI, em inglês) avançou 0,4% em agosto, após alta de 0,1% em julho, em linha com as expectativas. O núcleo da inflação, porém, acelerou para 0,3%, ante 0,2% no mês anterior.

Mesmo com a leitura do núcleo, as bolsas americanas operam em alta hoje. O Dow Jones subia 1,15%, enquanto o S&P 500 avançava 0,99% e o Nasdaq ganhava 1%.

Petróleo recua, mas Brent segue acima de US$ 100

Os preços do petróleo caem, mas continuam a caminho de uma forte valorização semanal em meio à tensão no Oriente Médio. Referência global de preços, o Brent recuava 2,90%, a US$ 104,51 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), que serve de parâmetro nos EUA, caía 3,14%, para US$ 99,26.

O Brent caminha para uma alta semanal de cerca de 8,4%, enquanto o WTI acumula avanço de 9,2%. O movimento mantém as ações de empresas petrolíferas sob pressão na B3.

O mercado segue atento aos desdobramentos da guerra envolvendo o Irã e aos riscos para a oferta global de petróleo. A possibilidade de um conflito prolongado também mantém elevada a preocupação com inflação e juros nas principais economias.

Bolsas da Europa avançam, enquanto Ásia caiu

Na Europa, os mercados operam em alta. O índice Stoxx 600 avançava 0,74%, enquanto o DAX, de Frankfurt, subia 0,65%, o CAC 40, de Paris, ganhava 0,88%, e o FTSE MIB, de Milão, avançava 1,10%.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido foi divulgado hoje e cresceu 0,4% no início do terceiro trimestre, após avanço de 0,3% em junho, superando as expectativas.

Na Ásia, porém, o tom foi negativo. O Nikkei, do Japão, caiu 1,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,76%. O CSI 300, da China, perdeu 0,84%.

O Banco Central da Rússia, além disso, manteve a taxa básica de juros em 14% ao ano, em decisão alinhada ao que era esperado pelo mercado. A autoridade monetária afirmou que a economia segue crescendo em ritmo moderado no terceiro trimestre, em meio à pressão de preços.

Acompanhe tudo sobre:IbovespaAçõesDólar

Mais de Invest

Ata mostra Fed confiante no emprego, mas payroll de setembro põe leitura em xeque

Quais são os próximos gatilhos da bolsa após disparada com 1º turno da eleição?

Justiça aprova plano de recuperação extrajudicial do GPA para renegociar R$ 4,5 bi em dívidas

Fundos imobiliários subiram com a eleição. Vale a pena investir antes do 2º turno?