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Bitcoin sobe mais de 2% depois de cair à mínima desde 2024

Mercado de criptoativos tem dia de recuperação diante de nova compra de BTCs pela Strategy

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 8 de junho de 2026 às 11h00.

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O bitcoin opera em alta nesta segunda-feira, 8, e tenta se recuperar depois de cair à sua mínima desde outubro de 2024 no fim da semana passada. Na sexta-feira, 5, a maior das criptomoedas atingiu US$ 59.159 por unidade na mínima do dia, em seu menor patamar de negociação desde 10 de outubro de 2024, quando o BTC chegou a operar a US$ 59.075.

Às 10h33 (horário de Brasília), o bitcoin sobe 2,7% em 24 horas, a US$ 63.405.

Hoje, a recuperação se dá em meio à compra de 1.550 bitcoins por US$ 101 milhões pela Strategy, primeira e maior empresa de capital aberto do mundo focada na tesouraria de ativos digitais. A aquisição vem depois da companhia vender 32 BTCs na semana passada.

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Usado para medir o sentimento do mercado, o índice Fear & Greed das criptomoedas apurado pelo CoinMarketCap está em 16 pontos hoje, ainda na zona de “medo extremo”. Contudo, o número representa uma melhora marginal em relação a ontem, quando chegou a 15 pontos.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

Recuperação sustentada ou passageira?

Segundo Fabricio Tota, vice-presidente de negócios cripto do Mercado Bitcoin, a grande dúvida em relação à recuperação do bitcoin é se é apenas uma defesa temporária do patamar de US$ 60 mil ou o início de uma estabilização mais consistente do mercado.

“Durante dias os vendedores avançaram, empurrando o bitcoin para baixo. Mas ao chegar próximo dos US$ 60 mil, encontraram uma muralha que já havia sido defendida com sucesso anteriormente”, destaca Tota. “Foi exatamente nessa região que o mercado encontrou suporte em fevereiro deste ano, antes de iniciar o movimento que levou o bitcoin dos US$ 60 mil até os US$ 82 mil.”

Do lado geopolítico, Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina, diz que a troca de ataques entre Israel e Irã pela primeira vez desde o cessar-fogo firmado em abril pressiona o mercado hoje. Todavia, agências de notícias internacionais afirmam que as hostilidades já foram novamente suspensas a pedido do governo dos Estados Unidos.

ETFs e agenda macro

Apesar da melhora no mercado cripto, os investidores estão atentos a mais um dia de saída de capital dos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista que são negociados nas bolsas de valores dos EUA. Na sexta, houve um saldo líquido negativo de US$ 325,7 milhões neste tipo de fundo, depois de um fluxo positivo de US$ 3,2 milhões no pregão anterior.

O maior alvo da retirada de recursos foi o IBIT, ETF de bitcoin da BlackRock, com US$ 213,7 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.

Do lado dos indicadores macroeconômicos, esta semana terá a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA na quarta-feira, 10, e do Índice de Preços ao Produtor (PPI), na quinta-feira, 11.

Matheus Parizotto, analista de criptoativos do BTG Pactual, afirma que após uma acumulação de pressões no sentido de aumentar os juros norte-americanos neste ano, o mercado já precifica uma elevação das taxas de pelo menos 0,25 ponto percentual em 2026 pelo Federal Reserve (Fed).

Altcoins

Entre as criptomoedas que não são o bitcoin, o ether sobe 4%, ao passo que solana avança 3,8% e XRP registra ganhos de 3,5%.

Mesmo assim, Tota diz que o cenário está desafiador para este tipo de ativo.

“A dominância do bitcoin [valor de mercado do BTC em relação a todas as outras moedas digitais] avançou de 57,9% para 58,9%, mostrando que, na média, as altcoins continuam caindo mais do que o próprio BTC. Em momentos de maior incerteza, o mercado costuma buscar abrigo nos ativos considerados mais consolidados do setor”, avalia.

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