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Editora do Future of Money
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 10h48.
Nesta terça-feira, 6, o bitcoin se mantém negociado na faixa de US$ 93 mil, para a qual subiu nos últimos dias após um final de 2025 em queda. A maior criptomoeda do mundo chegou a testar uma região próxima dos US$ 95 mil, mas ainda enfrenta resistência para altas maiores. Especialistas apontam que o mercado de criptoativos pode estar "dividido" e revelam que dados macroeconômicos ainda podem limitar o movimento de alta.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 93.654, com alta de 1,1% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Desde o início de 2026, a criptomoeda acumula alta de 7%.
"O bitcoin passa por um movimento natural de consolidação após testar a região de US$ 94.8 mil, recuando em direção ao suporte de US$ 93 mil. Esse comportamento reflete um mercado dividido entre realização de lucros no curto prazo e apostas em uma possível continuação do movimento de alta, com resistências relevantes próximas a US$ 98.9 mil", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.
"Apesar da leve perda de fôlego indicada pelo RSI em torno de 63, o que sugere algum grau de profit-taking após a alta recente, o fluxo institucional segue sendo um fator de sustentação importante. Os fortes ingressos em ETFs à vista de bitcoin, que se aproximaram de US$ 700 milhões em um único dia, reforçam o apetite por exposição regulada ao ativo", acrescentou.
"Nesse contexto, o movimento do Morgan Stanley de buscar aprovação regulatória junto à SEC para lançar ETFs atrelados ao preço do bitcoin e da Solana é mais um sinal de que o interesse institucional por criptoativos continua avançando, contribuindo para a consolidação do mercado em níveis mais elevados", concluiu o executivo.
"O bitcoin tem uma expectativa de curto prazo neutro a levemente positivo. A fraqueza contínua do dólar e o sentimento mais otimista nos mercados de risco, diante da expectativa de crescimento econômico dos EUA e liquidez global renovada, tendem a favorecer criptoativos", disse André Franco, CEO da Boost Research.
"No entanto, a falta de um catalisador macroeconômico decisivo, como dados econômicos muito dovish, limitam a força de um movimento altista abrupto no bitcoin. Assim, o ativo pode se consolidar em torno dos atuais patamares com pequenas tentativas de avanço, apoiado pela liquidez e maior apetite por risco global", concluiu.
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