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Bitcoin (BTC) sofre nova queda e opera abaixo dos US$ 80 mil neste domingo

Criptomoeda operava abaixo da faixa dos US$ 78 mil, acumulando perdas de 5% nas últimas 24 hora

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 1 de fevereiro de 2026 às 19h35.

Última atualização em 1 de fevereiro de 2026 às 20h01.

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O bitcoin (BTC) voltou a registrar forte queda durante o fim de semana. Neste domingo, 1º de fevereiro, a criptomoeda operava abaixo da faixa dos US$ 78 mil, acumulando perdas de 5% nas últimas 24 horas. Considerando os últimos cinco dias, a desvalorização chega a 11,51%.

O ethereum também sofreu recuo expressivo, sendo negociado por cerca de US$ 2,4 mil — uma queda de quase 9% no mesmo intervalo.

A pressão negativa está ligada a uma nova onda de liquidações em contratos futuros de criptoativos, mecanismo que tende a intensificar a volatilidade dos preços. Segundo levantamento da plataforma CoinGlass, mais de US$ 2,4 bilhões em posições foram encerradas no período. Desse total, as liquidações relacionadas ao BTC somaram US$ 776 milhões.

Grande parte dessas posições apostava na valorização dos ativos. Com a queda dos preços, as corretoras executaram automaticamente as liquidações, promovendo vendas forçadas e reforçando a pressão no mercado.

Fatores macroeconômicos elevam cautela dos investidores

Além da dinâmica interna do mercado de criptoativos, o recuo do bitcoin também reflete um cenário de aumento na incerteza global, principalmente em relação aos investimentos em inteligência artificial, que vinham impulsionando parte da demanda por ativos de risco.

Outro fator que elevou a cautela foi a possível indicação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos.

Embora Kevin Warsh seja conhecido por defender uma postura firme contra a inflação, ele passou a adotar um discurso alinhado ao presidente norte-americano Donald Trump ao apoiar cortes nos juros.

Para os investidores, essa combinação representa um ponto de atenção: ao mesmo tempo em que sinaliza um cenário de juros mais baixos, levanta dúvidas sobre o comprometimento do Fed com o controle inflacionário.

Para os especialistas, um Fed mais flexível pode elevar a liquidez no curto prazo, mas também aumentar o risco de reaceleração da inflação — especialmente em um contexto no qual os preços continuam acima do nível considerado adequado para a economia dos EUA.

Esse ambiente contribui para a queda de ativos como o bitcoin, que costumam ser penalizados em períodos de incerteza macroeconômica e revisão das expectativas sobre os juros futuros.
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