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(Ripio/Reprodução/Reprodução)
Editora do Future of Money
Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 09h30.
O bitcoin, maior criptomoeda do mundo, opera em queda de quase 30% desde sua máxima histórica em seis de outubro de 2025, quando atingiu a cotação de US$ 126 mil. Enquanto investidores esperam por uma retomada de alta, Sebástian Serrano, CEO da Ripio, não observa sinais de um “bull market”, mas sim de uma mudança na natureza do ciclo do bitcoin.
Para o executivo, o ciclo do bitcoin não será mais caracterizado por momentos de plena euforia e quedas expressivas. A troca de mãos de bitcoins das corretoras de criptomoedas para os fundos negociados em bolsa (ETFs) diminuiu o “medo de ficar de fora” (FOMO, na sigla em inglês) entre investidores. Isso porque o investidor institucional, principal mercado para os ETFs, possui foco no longo prazo.
Dessa forma, também não houve um momento de plena euforia no ano passado, com o preço do bitcoin decepcionando previsões mais otimistas, incluindo a do próprio Sebástian, que previa que a criptomoeda chegasse aos US$ 200 mil.
Apesar da mudança no ciclo, o executivo prevê mercados de baixa (“bear markets”) mais lateralizados. Para ele, o topo de mercado foi marcado no último dia 10 de outubro de 2025, o dia em que aconteceu a maior liquidação do setor cripto.
Para o bitcoin voltar a subir será necessário um cenário macroeconômico extremamente otimista, o que Serrano considera pouco provável. O executivo mencionou um corte agressivo de juros nos EUA, retorno da liquidez e fluxo via ETFs aumentando como as condições ideais.
“O bitcoin pode atingir US$ 75 mil, e muito investidor vai achar esse preço muito bom”, disse.
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