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Slalom gigante: conheça a prova que rendeu o ouro a Lucas Pinheiro

As pistas variam entre 300 e 450 metros de desnível vertical

Lucas Pinheiro Braathen na prova slalom gigante que rendeu a medalha histórica de ouro para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno (Alexis Boichard/Agence Zoom/Getty Images)

Lucas Pinheiro Braathen na prova slalom gigante que rendeu a medalha histórica de ouro para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno (Alexis Boichard/Agence Zoom/Getty Images)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 11h33.

O slalom gigante é uma das modalidades mais tradicionais e técnicas do esqui alpino, esporte disputado em Jogos Olímpicos de Inverno e etapas da Copa do Mundo. A prova exige dos atletas uma combinação de velocidade, precisão e capacidade de realizar curvas rápidas em alta intensidade.

A modalidade rendeu um ouro inédito e histórico ao Brasil neste sábado graças ao desempenho de Lucas Pinheiro.

Diferentemente do slalom tradicional — que tem portas muito próximas —, o slalom gigante utiliza uma pista com curvas mais amplas e portões mais espaçados. Isso faz com que os esquiadores atinjam velocidades maiores, sem perder o caráter técnico da prova. Cada portão é formado por duas bandeiras que o atleta deve contornar obrigatoriamente; qualquer erro, como perder uma porta, resulta em desclassificação imediata.

Como funciona a prova

As competições de slalom gigante são divididas em duas descidas. Os atletas realizam o percurso duas vezes, em pistas diferentes traçadas na mesma montanha. O tempo final é a soma das duas tentativas, e vence quem completar o conjunto com o menor tempo.

A ordem de largada costuma ser definida pelo ranking internacional da modalidade. Na segunda descida, os 30 melhores da primeira prova largam em ordem invertida — o 30º inicia a bateria, e o líder parte por último. Esse formato aumenta a competitividade e mantém a disputa aberta até o fim.

Exigência física e técnica

O slalom gigante é considerado uma das provas mais equilibradas entre força e técnica. Os atletas precisam dominar o controle das bordas dos esquis, coordenar movimentos rápidos e manter estabilidade em trechos de alta velocidade. Cada mudança de direção exige precisão milimétrica: uma curva mal calculada pode significar perda de tempo ou até uma queda.

As pistas, geralmente montadas em descidas íngremes e geladas, variam entre 300 e 450 metros de desnível vertical, dependendo do evento. As velocidades podem superar 80 km/h.

Relevância esportiva

Por equilibrar potência, técnica e estratégia, o slalom gigante é visto como uma prova que premia a consistência do atleta. É comum que especialistas da modalidade também se destaquem no slalom tradicional, embora o desafio técnico seja diferente.

A prova se tornou especialmente popular em países com tradição no esqui, como Áustria, Suíça, Noruega e Estados Unidos, mas tem ganhado visibilidade crescente em países fora do eixo tradicional, incluindo o Brasil, graças ao desempenho de atletas como Lucas Pinheiro Braathen.

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