Taça da Copa do Mundo: Brasil segue como maior campeão, e Espanha entra para o grupo dos bicampeões. (Ulrik Pedersen/Defodi Images/Getty Images)
Repórter
Publicado em 19 de julho de 2026 às 19h29.
Última atualização em 19 de julho de 2026 às 19h32.
A Copa do Mundo reúne algumas das maiores rivalidades e seleções mais tradicionais do futebol. Ao longo da história do torneio, apenas oito países conseguiram levantar a taça, mas poucos construíram uma hegemonia capaz de transformar gerações de jogadores.
No topo da lista aparece a Seleção Brasileira. Dona de cinco títulos mundiais, o Brasil segue como o maior campeão da história da competição, embora conviva com um jejum que já ultrapassa duas décadas. Logo atrás surgem gigantes europeus e sul-americanos que marcaram diferentes eras do futebol mundial.
Nenhuma seleção venceu a Copa do Mundo tantas vezes quanto o Brasil. Nosso país conquistou seus cinco títulos nas edições de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, tornando-se a única seleção pentacampeã do planeta.
A trajetória brasileira mistura diferentes gerações históricas. O primeiro troféu veio com Pelé brilhando ainda adolescente, na Suécia, em 1958.
O bicampeonato foi confirmado quatro anos depois, no Chile. Em 1970, no México, o Brasil liderado por Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino e Carlos Alberto Torres conquistou o tricampeonato com uma das equipes mais lembradas da história do esporte.
Os dois títulos mais recentes vieram em 1994, nos Estados Unidos, e em 2002, na campanha estrelada por Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e companhia.
Atrás do Brasil, Alemanha e Itália dividem a segunda posição no ranking histórico, com quatro títulos mundiais cada. A Alemanha ergueu a taça em 1954, 1974, 1990 e 2014.
O título mais recente ficou marcado pela campanha dominante, encerrada com a vitória sobre a Argentina no Maracanã. Já a Itália foi campeã em 1934, 1938, 1982 e 2006 — os italianos foram inclusive a primeira seleção europeia a conquistar um bicampeonato consecutivo.
Apesar da tradição, ambas vivem momentos distintos. Enquanto os alemães seguem frequentando grandes torneios, a Itália amarga ausências recentes em Copas do Mundo.
A Argentina aparece logo na sequência com três títulos mundiais, conquistados em 1978, 1986 e 2022. A conquista mais recente teve Lionel Messi como protagonista absoluto.
Após o vice-campeonato em 2014, o camisa 10 liderou a Albiceleste até a taça no Catar, encerrando uma espera de 36 anos pelo tricampeonato.
O título consolidou ainda mais a Argentina entre as grandes potências do futebol mundial — posição confirmada novamente em 2026, quando a seleção chegou à final nos Estados Unidos, mas foi derrotada pela Espanha na prorrogação.
A grande novidade do ranking após a Copa do Mundo de 2026 é a Espanha. A Fúria Roja derrotou a Argentina na final, em Nova Jersey, com gol de Ferrán Torres na prorrogação, e conquistou seu segundo título mundial — 16 anos após o primeiro, em 2010, também decidido no tempo extra por um gol de Andrés Iniesta.
Com o bicampeonato, a Espanha avança uma posição no ranking histórico e passa a dividir a prateleira com França e Uruguai, ambas também donas de dois títulos.
A França conquistou a Copa do Mundo em 1998 e 2018, com gerações lideradas por Zidane e Mbappé, respectivamente. Já o Uruguai possui um peso histórico singular: além do bicampeonato em 1930 e 1950, a Celeste venceu justamente a primeira Copa da história e protagonizou o famoso "Maracanazo" diante do Brasil.
A Inglaterra segue como a única seleção com apenas um título, conquistado em 1966, jogando em casa. A seleção inglesa chegou às quartas de final da Copa de 2026, mas foi eliminada pela Noruega.