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Como a derrota de Portugal ajudou o Brasil a evitar um vexame ainda pior na Copa

Com os cenários restantes, o Brasil encerará a Copa do Mundo de 2026 entre a 10ª e a 13ª colocação geral

Ancelotti ajuda Vini Jr. a se levantar após derrota da Seleção para a Noruega (WILL OLIVER/EFE)

Ancelotti ajuda Vini Jr. a se levantar após derrota da Seleção para a Noruega (WILL OLIVER/EFE)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 6 de julho de 2026 às 21h14.

A vitória da Espanha sobre Portugal por 1 a 0, nesta segunda-feira, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, teve um impacto indireto para a seleção brasileira. Eliminado pela Noruega no domingo, o Brasil ainda aguarda o encerramento das oitavas para conhecer sua posição definitiva no Mundial, mas já sabe que não poderá igualar sua pior colocação geral na história das Copas.

O ranking final da competição considera a campanha de todas as seleções. Após as oito equipes classificadas para as quartas de final, os times eliminados nas oitavas são ordenados entre a 9ª e a 16ª posição, de acordo com critérios como pontos conquistados, saldo de gols e número de gols marcados. Em partidas decididas por pênaltis, o resultado é contabilizado como empate para efeito dessa classificação.

Como o Brasil está hoje

O Brasil fechou sua participação com dez pontos, saldo positivo de seis gols e dez gols marcados. Entre os eliminados nas oitavas já definidos, apenas o México aparece à frente da equipe de Carlo Ancelotti, com 12 pontos somados ao longo do torneio. Canadá, Paraguai e Portugal têm campanhas inferiores.

A eliminação portuguesa teve peso importante nesse cenário. Caso a Espanha fosse eliminada em condições favoráveis para os critérios de desempate, Portugal poderia terminar com números suficientes para ultrapassar o Brasil na classificação geral, empurrando a seleção brasileira mais uma posição para baixo.

Com a queda dos portugueses, essa possibilidade deixou de existir. O Brasil não corre mais o risco de terminar em 14º lugar, posição que representa sua pior colocação histórica em Copas do Mundo, registrada em 1934. Naquele torneio, disputado em formato diferente do atual, a seleção foi eliminada pela própria Espanha logo na estreia.

Embora a campanha de 2026 não possa ser considerada a pior em termos de fase alcançada — já que a equipe avançou até as oitavas de final — ainda existia a possibilidade de igualar aquele resultado na classificação geral. A vitória espanhola eliminou esse cenário.

O que ainda pode mudar

Apesar disso, a posição final do Brasil ainda pode sofrer alterações. A Argentina ultrapassará a seleção caso seja eliminada pelo Egito, uma vez que já possui campanha superior. Os Estados Unidos também podem ficar à frente dos brasileiros se forem derrotados pela Bélgica nos pênaltis, especialmente em um empate com gols. Em caso de derrota no tempo normal ou na prorrogação, os norte-americanos permanecerão atrás.

A partida entre Suíça e Colômbia também influencia a tabela final. Quem for eliminado nos pênaltis terminará à frente do Brasil, enquanto uma eliminação durante os 90 minutos ou na prorrogação manterá a seleção brasileira em vantagem.

Brasil terminará entre 10º e 13º

Com os cenários restantes, o Brasil encerará a Copa do Mundo de 2026 entre a 10ª e a 13ª colocação geral.

O resultado já garante uma campanha inferior à de 1990, quando a seleção também caiu nas oitavas de final, diante da Argentina, mas terminou o torneio em 9º lugar. Assim, a derrota para a Noruega passa a representar o pior desempenho brasileiro em um Mundial nos últimos 36 anos.

A diferença é que, graças à eliminação de Portugal diante da Espanha, a campanha de 2026 não entrará para a história como a pior colocação geral já registrada pela seleção brasileira em Copas do Mundo.

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