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F1 pode trocar Bahrein e Arábia Saudita pela Turquia

FIA ainda tenta recolocar Bahrein e Arábia Saudita no calendário de 2026, mas conflito na região ameaça até etapas finais da temporada

Ben Sulayem: Presidente da Fifa analisa as situações para remarcar as corridas canceladas (Getty Images)

Ben Sulayem: Presidente da Fifa analisa as situações para remarcar as corridas canceladas (Getty Images)

Gabriella Brizotti
Gabriella Brizotti

Colaboradora

Publicado em 7 de maio de 2026 às 09h11.

O futuro dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita segue indefinido na Fórmula 1. Após retirar provisoriamente as duas etapas do calendário de abril por conta da guerra no Oriente Médio, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ainda tenta encontrar espaço para realizar ao menos uma das corridas até o fim da temporada.

Caso isso não seja possível, a entidade já trabalha com uma alternativa: antecipar em um ano o retorno do GP da Turquia.

Segundo o site RacingNews365, a prioridade da FIA continua sendo encaixar Bahrein e Arábia Saudita no calendário de 2026. A entidade avalia duas possibilidades: utilizar a semana entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura, em 4 de outubro, ou até promover uma sequência de quatro corridas consecutivas no encerramento da temporada.

Apesar disso, o presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, admitiu que a realização do GP da Turquia ainda neste ano passou a ser considerada diante da continuidade do conflito na região.

– (Por volta do GP) do Catar, seria possível adiar por uma semana, adiar tudo. Caso contrário, talvez pudéssemos ter a Turquia este ano, se o país concluir a homologação e todas as demais exigências – iniciou Ben Sulayem.

O circuito de Istanbul Park já havia sido confirmado no calendário da Fórmula 1 para 2027, em anúncio feito no fim de abril. Antes mesmo da oficialização do acordo, porém, o autódromo turco já aparecia como possível substituto das etapas do Oriente Médio.

Ben Sulayem destacou que a FIA ainda discute internamente qual seria a solução menos desgastante para equipes e funcionários da categoria.

– Logisticamente, qual é o melhor cenário? Estamos consultando os promotores. Trata-se de onde queremos chegar, e vamos tentar facilitar, mas sem sobrecarregar nossa equipe. Isso seria demais – acrescentou.

Inicialmente, o GP do Bahrein estava marcado para ocorrer entre os dias 10 e 12 de abril, como a quarta etapa da temporada. Na sequência, a Fórmula 1 disputaria o GP da Arábia Saudita, entre 17 e 19 do mesmo mês.

Outras provas no oriente médio também geram preocupação

A indefinição envolvendo o Oriente Médio também gera preocupação sobre as provas restantes da região. Catar e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, seguem confirmados para os dias 29 de novembro e 6 de dezembro, respectivamente, mas a FIA reconhece que o cenário ainda é incerto.

– Há uma questão mais importante do que apenas o automobilismo. É o nosso modo de vida, são as mudanças, é o estresse nessa área. Se falarmos sobre a liderança local, como governo, a forma como lidaram com a situação, sem retaliar, foi muito sensata. É preciso força para não fazer isso.

O dirigente afirmou esperar uma resolução rápida para o conflito, mas não descartou novos cancelamentos caso a situação permaneça instável até os últimos meses do ano.

– Espero que isso acabe logo, para que possamos voltar ao normal e não viver mais assim, com todo esse estresse. Deus nos livre, se isso se estender até outubro ou novembro, vamos ter que desistir de ir, porque a segurança vem em primeiro lugar – concluiu.

Até o momento, a Fórmula 1 mantém 22 etapas confirmadas no calendário de 2026, ainda sem Bahrein e Arábia Saudita. A próxima corrida da temporada será o GP do Canadá, marcado para 24 de maio.

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