A Neo Química Arena, estádio do Corinthians em São Paulo. Estádio pode mudar de nome em acordo com a Caixa Econômica Federal. (Mauro Horita/Getty Images) (Mauro Horita/Getty Images)
Redator na Exame
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 18h50.
RESUMO | Diretoria do Corinthians apresentou uma proposta à Caixa Econômica Federal para quitar os cerca de R$ 630 milhões da dívida da Neo Química Arena utilizando os naming rights do estádio e outros ativos comerciais.
A diretoria do Corinthians intensificou as negociações em Brasília e apresentou uma proposta formal à Caixa Econômica Federal com o objetivo de zerar a dívida relacionada à construção da Neo Química Arena.
O débito com o banco está estimado em R$ 630 milhões — o equivalente a 22,5% do endividamento total do clube, que atinge R$ 2,8 bilhões.
De acordo com o ge, a operação discutida envolve a cessão dos naming rights da Neo Química Arena para que a própria Caixa assuma a exploração comercial do nome do estádio. A diretoria alvinegra avalia que os direitos de nome atualmente valem cerca de R$ 70 milhões por temporada, valor muito superior aos R$ 15 milhões anuais (corrigidos pela inflação) pagos pela Hypera Pharma desde a assinatura do contrato original em 2020. Caso o acordo avance, o clube planeja negociar com a atual parceira a transferência dos naming rights para outras instalações, como o CT Joaquim Grava.
Além da transferência do controle sobre o nome do estádio por um determinado período, o pacote de negociação apresentado ao banco estatal contempla outros ativos comerciais do clube:
Na avaliação da diretoria, liderada pelo presidente Osmar Stabile, o valor agregado dos ativos permitiria dar a dívida da Arena como quitada. Durante as reuniões realizadas na semana passada na sede do banco, os dirigentes também solicitaram a devolução de R$ 27 milhões retidos na conta reserva do contrato de renegociação de 2022, valor que seria utilizado para dar fôlego ao fluxo de caixa diário do clube.
Segundo o ge, a movimentação política em torno do tema ganhou força e deve ser debatida pelo Conselho Diretor da Caixa. Enquanto a cúpula corintiana demonstra otimismo com um desfecho favorável, há setores internos que encaram a investida com cautela, associando o timing das negociações ao calendário político do clube, que passará por eleições presidenciais e do Conselho Deliberativo em 28 de novembro.
A Caixa Econômica Federal informou por meio de nota que não se manifesta sobre operações bancárias específicas ou eventuais negociações, em estrito cumprimento ao sigilo bancário previsto pela Lei Complementar 105/2001.
O valor oficial da dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal referente à Neo Química Arena gira atualmente em torno de R$ 630 milhões a R$ 650 milhões, de acordo com as tratativas e balanços mais recentes divulgados em setembro de 2026. O montante representa cerca de 22,5% da dívida total do clube, que hoje está na casa dos R$ 2,8 bilhões.
No entanto, o valor exato a ser pago tornou-se alvo de uma grande reviravolta jurídica e política nas últimas semanas:
O débito atual está estimado em cerca de R$ 630 milhões, representando uma fatia expressiva da dívida total do Corinthians.
O clube ofereceu a transferência dos naming rights da Neo Química Arena para a Caixa, além de outros ativos comerciais e operacionais.
Se a negociação com a Caixa avançar, o Corinthians planeja direcionar os direitos de nome da Hypera para outras instalações, como o CT Joaquim Grava.
O banco estatal declarou que não comenta operações ou negociações específicas devido ao sigilo bancário.
A proposta tem expectativa de ser debatida pelo Conselho Diretor da Caixa em reunião marcada para esta terça-feira, 29.