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Agentes de IA podem responder clientes e executar tarefas a partir de informações e regras definidas pela empresa (Imagem gerada por IA/Exame)
Redatora
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 06h00.
Criar um agente de IA para atendimento já não exige necessariamente uma equipe de desenvolvimento.
Plataformas no-code, como Zapier e Make, permitem configurar o comportamento do agente, conectar informações da empresa e definir quando ele deve entrar em ação usando interfaces visuais.
Para um primeiro teste, o objetivo pode ser simples: responder dúvidas frequentes de clientes sobre produtos, serviços, horários ou políticas da empresa. A configuração básica pode ser feita em poucos passos.
Antes de abrir a plataforma, delimite a função do agente. Um bom ponto de partida é criar um atendente capaz de responder perguntas frequentes usando apenas informações oficiais da empresa.
Depois, escreva instruções claras. quanto o papel do agente, quem são os clientes, que tipo de pergunta ele pode responder, qual tom deve usar e o que fazer quando não souber a resposta.
Lembre-se de estabelecer um limite: se a informação não estiver na base fornecida, o agente deve admitir que não tem dados suficientes e encaminhar a conversa para uma pessoa.
A IA precisa de contexto para responder corretamente. O agente pode receber uma fonte de conhecimento com perguntas frequentes, catálogo de produtos, políticas de troca, informações de contato ou outros documentos da empresa.
No Zapier, por exemplo, é possível adicionar fontes de conhecimento ao agente. No Make, a configuração também separa o conhecimento das ferramentas que o agente pode utilizar. Quanto mais delimitada for a fonte, menor a chance de o agente inventar uma resposta para preencher uma lacuna.
O agente precisa de um ponto de entrada. Pode ser um chatbot incorporado ao site, uma caixa de e-mail ou uma conversa iniciada em uma ferramenta de atendimento.
No Zapier, o chatbot pode ser personalizado e incorporado a um site. Também é possível conectá-lo a aplicativos de mensagens e atendimento por meio de fluxos automatizados.
A lógica é simples: uma nova mensagem chega, o agente interpreta a dúvida, consulta as informações disponíveis e produz uma resposta.
É aqui que o agente começa a fazer mais do que um chatbot tradicional. Além de consultar informações, ele pode receber acesso a ferramentas para executar tarefas.
Em uma operação de atendimento, isso pode significar consultar dados de um pedido, buscar informações em um CRM ou encaminhar uma solicitação para a equipe responsável. Plataformas como o Make permitem conectar essas ações visualmente, sem programação.
Para o primeiro teste, porém, vale começar apenas com respostas. Quanto mais permissões o agente recebe, maior precisa ser o cuidado com os limites.
Envie perguntas que um cliente realmente faria, incluindo dúvidas incompletas ou situações que não aparecem na base de conhecimento. Confira se o agente responde com as informações corretas e se sabe quando passar o atendimento para uma pessoa.
O próprio Zapier recomenda testar o agente antes da publicação e manter instruções específicas, escopo limitado e fontes de conhecimento bem definidas.
Em poucos minutos, portanto, dá para montar um protótipo funcional. O trabalho mais importante começa depois: acompanhar as respostas, corrigir informações e decidir quais tarefas podem ser automatizadas sem retirar do time humano os casos que exigem julgamento.