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Petrobras leva multa milionária por vazamento na Foz do Amazonas

ANP autorizou retomada da perfuração após vazamento de fluido em janeiro

Petrobras: prazo de 20 dias para pagar multa (Petrobrás/Divulgação)

Petrobras: prazo de 20 dias para pagar multa (Petrobrás/Divulgação)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 10h19.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras por causa de um vazamento ocorrido em janeiro durante a perfuração de um poço na bacia da Foz do Amazonas. A informação foi divulgada pela agência Reuters.

Segundo o órgão ambiental, o auto de infração está relacionado ao lançamento acidental de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração de base não aquosa — uma mistura oleosa — no mar. O material teria se originado do navio-sonda NS-42, utilizado nas operações da estatal na região. Esse tipo de fluido é empregado no processo de perfuração de poços na exploração de petróleo e gás.

O Ibama classificou os componentes do líquido como pertencentes à categoria de risco B, considerada de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático. A Petrobras tem prazo de 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa.

Após o incidente, a empresa afirmou que o fluido é biodegradável e que não haveria danos ambientais. Procurada pela Reuters após a aplicação da multa, a companhia não se manifestou até a publicação da reportagem.

Nesta semana, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizou a retomada da perfuração do poço, que havia sido suspensa depois do vazamento, impondo novas exigências operacionais. Antes da interrupção, a Petrobras estimava concluir as atividades em cerca de cinco meses.

O episódio reacendeu críticas de ativistas ambientais e de organizações indígenas, que há anos alertam para os riscos da exploração de petróleo na região, considerada sensível do ponto de vista ecológico. Em entrevista à Reuters, o presidente do Ibama afirmou que o licenciamento para exploração é conduzido com rigor justamente para minimizar a probabilidade de acidentes.

Ele comparou os protocolos de segurança a um extintor de incêndio: necessário como prevenção, embora o objetivo seja evitar qualquer ocorrência. Segundo o dirigente, a área da Foz do Amazonas exige atenção especial por abrigar ecossistemas frágeis, como recifes de corais e manguezais costeiros. Ainda de acordo com ele, a Petrobras é a empresa mais frequentemente autuada pelo Ibama, em geral por incidentes de menor porte, conforme relatou à Reuters.

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