Novos tempos: maior petroleira da China entra em energia solar e eólica

PetroChina, que acaba de vender uma série de gasodutos por US$ 38 bilhões, vai usar parte do dinheiro para iniciar negócios de energia limpa

A maior companhia petrolífera da China planeja usar parte dos US$ 38 bilhões que receberá pela venda de seus gasodutos para iniciar negócios com foco em energia eólica e solar.

A PetroChina vai usar parte dos recursos para o “desenvolvimento transformacional da empresa em um modelo verde e de baixo carbono”, disse Wei Fang, diretor de relações com investidores, em comunicado por e-mail. O dinheiro também será gasto com dividendos, pagamento de dívidas e investimentos na divisão de petróleo e gás, afirmou.

A medida destaca como a crescente preocupação com as mudanças climáticas e custos decrescentes de energia renovável estão remodelando o futuro das gigantes mundiais de petróleo e gás. Enquanto grandes empresas europeias como Total e Royal Dutch Shell investem em energia limpa há anos, empresas de combustíveis da China até agora se concentraram em seus negócios principais.

“É o reconhecimento de que o mundo está mudando e que elas precisam começar a pensar na vida além do petróleo e gás”, disse Neil Beveridge, analista do Sanford C. Bernstein & Co., em Hong Kong. “O que isso significa em termos de detalhes, não sabemos até agora.”

A mudança significará mais foco em projetos eólicos, energia solar e geotérmica e hidrogênio, embora a empresa não tenha dado detalhes sobre os planos de gastos, disse Beveridge. A PetroChina espera que as novas linhas de negócios tragam retornos sobre o patrimônio acima dos 7% a 9% que seu segmento de gasodutos estava registrando, disse Dennis Ip, analista da Daiwa Capital Markets, em relatório de 24 de julho.

A PetroChina receberá 268,7 bilhões de yuans em dinheiro e participação acionária pela entrega de suas redes de gasodutos, armazenamento e terminais de importação como parte da criação da gigante nacional de gasodutos PipeChina, segundo anúncio na quinta-feira.

A China é o maior mercado mundial de energia renovável, mas faz sentido que a PetroChina tenha mantido seu foco até agora em combustíveis, disse Beveridge. A empresa é a maior fornecedora de gás natural do país, e o governo tenta aumentar a proporção de combustível fóssil mais limpo para 15% da matriz de energia do país em relação aos atuais 8%.

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