Patrocínio:
Parceiro institucional:
A estratégia da Microsoft faz parte de uma tendência crescente entre grandes corporações de tecnologia (Getty Images)
Repórter de ESG
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 18h00.
A Microsoft anunciou nesta semana um dos maiores investimentos em créditos de carbono do solo já realizados. A gigante de tecnologia comprará 2,85 milhões de créditos ao longo de 12 anos da Indigo Carbon, num movimento estratégico para atingir sua meta de se tornar carbono negativa até 2030.
Este é o terceiro acordo da Microsoft com a Indigo. A empresa já havia adquirido 40 mil toneladas em 2024 e 60 mil toneladas em 2025, sinalizando uma aposta consistente em soluções baseadas na agricultura regenerativa para compensar suas emissões.
A estratégia da Microsoft faz parte de uma tendência crescente entre grandes corporações de tecnologia de buscar remoções de carbono de alta integridade. Os créditos adquiridos serão gerados por milhares de agricultores norte-americanos que adotam práticas regenerativas, capazes de capturar CO₂ da atmosfera e armazená-lo no solo.
"A Microsoft está satisfeita com a abordagem da Indigo, que entrega resultados mensuráveis através de créditos verificados enquanto avança na ciência do carbono do solo com modelagem avançada e parcerias acadêmicas", afirmou Phillip Goodman, diretor de Remoção de Carbono da Microsoft.
A empresa tem se destacado por seu rigor na seleção de projetos de carbono. O acordo inclui créditos aprovados segundo os princípios centrais do carbono do Integrity Council for the Voluntary Carbon Market, considerados padrão ouro no mercado voluntário.
A agricultura regenerativa tem atraído atenção de gigantes tech por seu potencial de escala. Especialistas estimam que essas práticas podem capturar mais de 3,5 gigatoneladas de CO₂ equivalente por ano globalmente, além de gerar benefícios colaterais como melhoria da saúde do solo e conservação hídrica.
Para garantir a durabilidade das remoções, a Microsoft negociou medidas adicionais de proteção contra reversão ao longo de um período de 40 anos, complementando as obrigações de monitoramento de 100 anos exigidas pelo protocolo padrão.
O movimento da Microsoft reforça a crescente maturidade do mercado de carbono do solo e pode abrir caminho para investimentos similares de outras empresas de tecnologia comprometidas com metas climáticas ambiciosas.