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Etiópia sediará a COP32; entenda a escolha do país como sede

Nação disputava com Nigéria por posto de anfitriã da Cúpula do Clima de 2027

A África contribui com menos de 4% das emissões globais, mas está entre os mais atingido por secas (Getty Images/Divulgação)

A África contribui com menos de 4% das emissões globais, mas está entre os mais atingido por secas (Getty Images/Divulgação)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 24 de novembro de 2025 às 14h05.

Última atualização em 24 de novembro de 2025 às 14h16.

Antes mesmo da definição de que a COP31 seria realizada na Turquia, o país que sediará a COP32 já havia sido anunciado. A Etiópia foi confirmada como anfitriã da Cúpula Climática das Nações Unidas de 2027 durante as negociações em Belém, no Brasil.

A decisão foi tomada após três reuniões entre os negociadores africanos, incluindo uma durante a COP30. Richard Muyungi, presidente do Grupo Africano de Negociadores (AGN) e enviado climático da Tanzânia, explicou que "apenas a Etiópia apresentou uma solicitação formal".

Inicialmente, Nigéria e Etiópia haviam manifestado interesse em sediar o evento. No entanto, os negociadores africanos relatam que a Nigéria recuou no último minuto em Belém.

COP32 em Adis Abeba

Segundo fontes presentes nas negociações, o AGN avaliou que a Etiópia possui melhores instalações e estava melhor preparada para receber a COP32 do que a Nigéria. Um oficial do governo etíope confirmou o apoio do grupo africano à candidatura de Adis Ababa, capital da Etiópia, durante a cúpula em 11 de novembro.

Com a escolha da Etiópia, a África sediará sua sétima COP do Clima. A primeira foi a COP2, no Zimbábue. O continente já recebeu cúpulas climáticas em diferentes regiões:

  • Norte da África: três vezes - Marrocos (COP7 e COP22) e Egito (COP27)
  • Sul da África: Zimbábue (COP2) e África do Sul (COP17)
  • África Oriental: Quênia (COP12) e agora Etiópia (COP32)

A África Ocidental e a África Central permanecem como as únicas regiões do continente que ainda não sediaram uma cúpula climática da ONU, situação que seria alterada caso a COP32 fosse realizada na Nigéria.

Por que isso é importante?

Para os países africanos, sediar essas conferências é estratégico: o continente contribui com menos de 4% das emissões globais, mas está entre os mais atingido por secas, enchentes e insegurança alimentar.

A Etiópia terá a responsabilidade de liderar discussões cruciais sobre financiamento climático em 2027, especialmente sobre adaptação e o Fundo de Perdas e Danos — temas prioritários para os países africanos que enfrentam os impactos mais severos da crise climática.

Acompanhe tudo sobre:COP30EtiópiaMudanças climáticas

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