ESG

Oferecimento:

LOGO SITE YPÊ
LOGO SITE AFYA
LOGO SITE COCA COLA FEMSA
LOGO SITE COPASA

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

Drones e satélites nas mãos indígenas: como a tecnologia virou aliada contra incêndios florestais

Parceria entre Fundação Bunge e Ibama capacita brigadistas com equipamentos de geoprocessamento e reduz vulnerabilidade de terras indígenas ao avanço do fogo

Em um ano de programa, 36 brigadistas foram treinados em pilotagem de drones e outros 30 em técnicas de geoprocessamento (Fundação Bunge /Divulgação)

Em um ano de programa, 36 brigadistas foram treinados em pilotagem de drones e outros 30 em técnicas de geoprocessamento (Fundação Bunge /Divulgação)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 19 de abril de 2026 às 16h00.

Última atualização em 19 de abril de 2026 às 16h42.

Drones, satélites e salas de monitoramento digital chegaram a territórios indígenas em cinco estados brasileiros e estão mudando a forma como as comunidades locais defendem a floresta.

Neste Dia dos Povos Indígenas, uma iniciativa da Fundação Bunge em parceria com o Ibama destaca os resultados do treinamento de brigadistas indígenas com tecnologia de ponta para enfrentar um dos efeitos mais devastadores das mudanças climáticas: os incêndios florestais.

O programa integra o Prevfogo, política nacional de prevenção e controle de incêndios coordenada pelo governo federal, e completa um ano de operação.

Até agora, 36 brigadistas foram treinados em pilotagem de drones e outros 30 em técnicas de geoprocessamento. Seis kits completos de equipamentos foram disponibilizados por meio de um investimento de R$ 523 mil, além de R$ 151 mil destinados para as capacitações nos territórios.

O modelo une dois saberes: o manejo ancestral da terra, praticado há séculos pelas comunidades originárias, e técnicas de detecção e combate ao fogo.

Três salas de situação equipadas com sistemas de comunicação e monitoramento foram instaladas em terras indígenas nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão, regiões historicamente vulneráveis ao avanço das chamas.

Os resultados do Prevfogo em 2025 reforçam a relevância do investimento. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Brasil registrou queda de 39% na área queimada no ano passado, em comparação com a média dos oito anos anteriores. Em meio à crise climática global, a vigilância permanente essencial.

Segundo a fundação, a meta até 2029 é capacitar 40 brigadas indígenas e montar mais três salas de situação móveis, expandindo o raio de cobertura para novos territórios.

A aposta da iniciativa é que autonomia tecnológica nas mãos dos povos originários se some aos saberes ancestrais e seja a linha de frente mais eficiente contra um problema que, com o aquecimento global, tende a se agravar.

Acompanhe tudo sobre:ESGSustentabilidadeClimaMudanças climáticasIndígenasTecnologiaPreservação ambiental

Mais de ESG

Porto corta emissões em 24% e lucra R$ 1,1 bi em um ano de estratégia ESG

300 toneladas de CO2 evitadas: projeto da ICONIC transforma óleo usado para descarbonização

América Latina avança em energia limpa, mas desindustrialização é desafio

As dez maiores usinas de energia solar do mundo — e quantas são brasileiras