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O Brasil abriga cerca de 60% da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo (Ricardo Lima/Getty Images)
Repórter de ESG
Publicado em 5 de junho de 2026 às 13h31.
Última atualização em 5 de junho de 2026 às 15h05.
Grande aposta do Brasil na COP30 em Belém, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) ganhou um novo aporte nesta sexta-feira, 5, no Dia Mundial do Meio Ambiente.
Luxemburgo anunciou uma contribuição de 50 milhões de euros ao mecanismo e confirmou que sediará seu braço financeiro, o Fundo de Investimento em Florestas Tropicais (TFIF).
A adesão foi oficializada durante o encerramento da primeira edição dos Dias Internacionais de Financiamento Climático de Luxemburgo, com a presença do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e ministros de Luxemburgo e Noruega.
Para o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o avanço da iniciativa é um sinal de que o multilateralismo ainda funciona.
"O que começou como uma proposta brasileira está agora se tornando uma união verdadeiramente global", afirmou durante o evento.
O país europeu se junta a Noruega, Indonésia, França e Alemanha na coalizão em torno da iniciativa criada pelo Brasil e que já acumula mais de US$ 6,5 bilhões em investimentos. Durante a conferência climática em Belém, chegou a somar US$ 5,5 bi.
A contribuição luxemburguesa será feita entre 2026 e 2030, por meio do Fundo para o Clima e a Energia do país, com a intenção de manter aportes anuais a partir de 2030.
A escolha de Luxemburgo como sede do TFIF não é casual. O país tem um dos centros financeiros mais relevantes da Europa, e o ministro das Finanças, Gilles Roth, destacou que proteger florestas tropicais exige "soluções financeiras críveis e escaláveis" e não apenas compromissos políticos.
O TFFF foi lançado pelo presidente Lula na Assembleia Geral em Nova York e se consolidou a grande aposta brasileira para colocar valor econômico real na conservação florestal.
A proposta é remunerar países detentores de florestas tropicais pela sua preservação, com pagamentos de US$ 4 por hectare mantido em pé.
A expectativa é mobilizar US$ 125 bilhões ao longo do tempo, com financiamento misto de países desenvolvidos e em desenvolvimento e distribuição anual de dividendos entre investidores e países conservadores.
Um ponto que diferencia o fundo de iniciativas anteriores é o compromisso de destinar ao menos 20% dos pagamentos a povos indígenas e comunidades locais, reconhecendo seu papel histórico na proteção dos ecossistemas.
Segundo o primeiro Ministro do Luxemburgo, Luc Frieden, o país está constantemente se reinventando para enfrentar os desafios climáticos globais e apoiou a iniciativa desde a COP30.
"Nossa contribuição reflete nossa forte crença em soluções inovadoras e orientadas para resultados no combate às mudanças climáticas, juntamente com parceiros de todo o mundo", concluiu em nota.