ESG

Oferecimento:

LOGO SITE YPÊ
LOGO SITE COPASA
LOGO SITE COCA COLA FEMSA
LOGO SITE AFYA
LOGO SITE PEPSICO

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

A revolução da Inteligência Artificial

Conheça impactos, oportunidades e experiências da tecnologia para o setor elétrico

IA no setor elétrico: apoio à previsão de demanda, clima e operação em tempo real.

IA no setor elétrico: apoio à previsão de demanda, clima e operação em tempo real.

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 11h00.

Última atualização em 3 de fevereiro de 2026 às 10h39.

Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma realidade distante para se tornar parte central das discussões sobre produtividade, inovação e energia. O setor elétrico, tradicionalmente complexo e regulado, vive hoje uma transformação acelerada impulsionada por quatro forças:

  • Mudança climática
  • Avanço das fontes renováveis
  • Digitalização
  • Necessidade crescente de resiliência da rede.

Mas por que a IA é especialmente relevante para esse setor? E por que a IA depende de um sistema elétrico confiável?

A transição energética ampliou a presença de fontes intermitentes, como solar e eólica, aumentando a incerteza na operação dos sistemas. Eventos climáticos extremos, antes raros, tornam-se mais frequentes. A demanda cresce com a eletrificação de transportes e indústrias. E consumidores passaram a atuar também como produtores, exigindo coordenação descentralizada. Nesse novo contexto, a operação e o planejamento de sistemas elétricos se tornam problemas muito mais difíceis. A IA ajuda a resolvê-los. Hoje, ela já apoia:

  • Projeções de renováveis e demanda: modelos que combinam dados históricos, de satélites e projeções climáticas estimam geração eólica, geração solar e demanda com muito mais precisão;
  • Análise de eventos extremos: soluções de simulação climática baseadas em IA produzem milhares de cenários em poucos segundos, enquanto um modelo climático tradicional pode levar horas para produzir apenas um. Isto permite explorar a chamada “cauda da distribuição”, identificando eventos raros e extremos que dificilmente seriam capturados por métodos convencionais, permitindo avaliar sua probabilidade de ocorrência e a sua evolução no tempo;

Eventos climáticos extremos têm sido cada vez mais frequentes.

 

 

 

 

 

 

 

  • Ferramentas híbridas com otimização: técnicas que unem programação dinâmica (base dos modelos de planejamento hidrotérmico) a métodos de reinforcement learning, aceleram simulações e permitem explorar estratégias operativas mais complexas, que combinam o conhecimento existente nos dados (históricos e operacionais) com a modelagem matemática dos componentes do sistema elétrico;
  • Automatização inteligente: assistentes baseados em IA (como chatbots especializados), que oferecem respostas contextualizadas, automatizam a criação e atualização de bases de dados e apoiam a análise de volumes massivos de resultados. Além de reduzir drasticamente o tempo gasto nessas tarefas, essas soluções minimizam erros de procedimento, o que é crítico em um setor cuja complexidade pode tornar as operações humanas suscetíveis a falhas.

A utilização de IA teve um aumento de 163,2% em 2024, segundo o IBGE.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por outro lado, a IA também precisa do setor elétrico. O crescimento explosivo de data centers e modelos generativos demanda uma quantidade crescente de energia, necessitando de expansão de geração e transmissão com resiliência e confiabilidade. A IA só prospera plenamente se o sistema elétrico for capaz de atendê-la de maneira limpa e confiável. Essa relação simbiótica, com a IA ajudando a modernizar o setor elétrico, e o setor elétrico sustentando o avanço da IA, definirá a próxima década da transição energética.

Acompanhe tudo sobre:PSR Energia em focohub-especial

Mais de ESG

Fundo de US$ 25 milhões vai financiar pequenos produtores na Amazônia

Por que há tantas comercializadoras de energia elétrica com problemas?

Gelo da Antártida revela como clima da Terra mudou por 1,2 milhão de anos

Gargalos invisíveis: a infraestrutura logística por trás do mercado global de energia