A estratégia ESG da Renner para transformar a cadeia da moda

A empresa reduziu em 35,4% suas emissões, e todo seu consumo de energia, incluindo prédios administrativos, lojas e centros de distribuição, é proveniente de fontes renováveis
 (Mateus Santos/Divulgação)
(Mateus Santos/Divulgação)
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Rodrigo CaetanoPublicado em 23/06/2022 às 20:40.

A varejista de moda Lojas Renner encerrou 2021 com 81,3% de seus produtos feitos tendo como base matérias-primas de menor impacto, como algodão e viscose certificados, poliamida biodegradável, fio reciclado, entre outros. Isso também inclui processos de produção mais amigáveis ao meio ambiente, com menor consumo de água, tingimento natural e upcycling, quando peças usadas são reinseridas na cadeia de produção. No caso do algodão certificado, ele representa 99,15% de tudo o que a empresa utilizou no ano. Toda a cadeia de fornecedores de produtos têxteis possui certificação socioambiental.

Em relação a 2017, a Renner reduziu em 35,4% suas emissões, e todo seu consumo de energia, incluindo prédios administrativos, lojas e centros de distribuição, é proveniente de fontes renováveis. Os números mostram o resultado do primeiro ciclo de metas ESG da empresa, estabelecido em 2018. Todas foram superadas.

“Quando falamos em mudança de cultura, nos colocamos como agentes de transformação”, afirma Eduardo Ferlauto, gerente-geral de sustentabilidade da Renner. “Construímos uma lógica de desenvolvimento de toda a cadeia, que nos permitiu protagonizar as mudanças.” E o esforço é reconhecido. A última edição do Índice Dow Jones de Sustentabilidade reconheceu a Lojas Renner como a varejista com a maior pontuação no mundo, com 80 pontos. Outro marco recente é o projeto que resultou na inauguração das duas primeiras lojas circulares do varejo brasileiro, no Rio de Janeiro. O novo modelo de operação foi desenhado partindo das premissas de circularidade para diminuir ao máximo o impacto ambiental desde a concepção até a operação.