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Petróleo se reaproxima dos US$ 100 a um dia do fim do cessar-fogo no Irã

Após sinais de avanço nas negociações terem derrubado as cotações na sexta, 17, cenário mudou rapidamente diante do fracasso diplomático no fim de semana

Petróleo dispara: no fechamento, o Brent, referência mundial, com contrato para junho, subiu 5,64%, a US$ 95,42 por barril (atlascompany/Freepik)

Petróleo dispara: no fechamento, o Brent, referência mundial, com contrato para junho, subiu 5,64%, a US$ 95,42 por barril (atlascompany/Freepik)

Publicado em 20 de abril de 2026 às 16h49.

Os contratos futuros de petróleo voltaram a disparar nesta segunda-feira, 20, refletindo a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o impasse entre Estados Unidos e Irã. No fechamento, o Brent, referência mundial, com contrato para junho, subiu 5,64%, a US$ 95,42 por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, com vencimento em maio, avançou 6,87%, a US$ 89,61 por barril, na Nymex.

A recuperação dos preços ocorre em meio ao agravamento da crise envolvendo os dois países, com impacto direto sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo.

Após sinais de avanço nas negociações terem derrubado as cotações na sexta, 17, o cenário mudou rapidamente diante do fracasso diplomático no fim de semana. Teerã desistiu de participar de novas negociações após acusar Washington de impor “exigências excessivas” e de violar o cessar-fogo, que termina nesta terça, 21, ao manter o bloqueio a seus portos.

A tensão aumentou ainda mais depois que os Estados Unidos apreenderam um navio com bandeira iraniana no Golfo de Omã, marcando a primeira ação direta de força para sustentar o bloqueio marítimo. Em resposta, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz, elevando o risco de interrupções na oferta global.

O fim de semana já havia sido marcado por sinais de escalada militar. O Irã prometeu retaliar a ação americana, enquanto embarcações na região relataram disparos de advertência. O movimento impulsionou os preços do petróleo e aumentou a aversão ao risco nos mercados, diante do temor de pressões inflacionárias decorrentes de um choque de oferta.

Impasse às vésperas do fim do cessar-fogo

Nesta segunda-feira, o impasse persistiu. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende suspender o bloqueio até que haja um acordo com Teerã.

Segundo Trump, as sanções estariam causando perdas diárias de cerca de US$ 500 milhões ao Irã, o que classificou como “insustentável”.

Apesar de Washington indicar uma nova tentativa de negociação, com o envio de uma delegação liderada pelo vice-presidente JD Vance ao Paquistão, a participação iraniana segue incerta. O governo de Teerã afirmou que ainda não decidiu se retomará o diálogo e voltou a acusar os americanos de não levarem as tratativas a sério.

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