Repórter
Publicado em 15 de maio de 2026 às 10h47.
O volume de serviços no Brasil caiu 1,2% em março de 2026 na comparação com fevereiro, na série com ajuste sazonal, após estabilidade no mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do Institudo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira, 15.
Na comparação com março de 2025, houve alta de 3,0%, marcando o 24º resultado positivo consecutivo.
No acumulado do primeiro trimestre, o setor avançou 2,3%, enquanto em 12 meses cresceu 2,8%, repetindo o ritmo do mês anterior, mas com perda de intensidade em relação aos meses mais fortes de 2025.
O nível de atividade segue 18,2% acima do pré-pandemia e 1,7% abaixo do pico histórico, registrado em outubro de 2025.
A retração de março foi disseminada entre as cinco grandes atividades de serviços. O destaque negativo veio de transportes, com queda de 1,7%, que devolveu parte do avanço acumulado no início do ano.
Também registraram recuos os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%), informação e comunicação (-0,9%), outros serviços (-2,0%) e serviços prestados às famílias (-1,5%). O movimento reforça desaceleração generalizada na margem.
O índice de atividades turísticas recuou 4,0% em março, marcando o segundo resultado negativo consecutivo. O segmento está 6,5% acima do nível pré-pandemia e 6,3% abaixo do pico da série.
No transporte, o volume de passageiros caiu 3,4% na margem, enquanto o transporte de cargas recuou 1,0%. O comportamento reforça perda de dinamismo em segmentos sensíveis ao ciclo econômico.
Na comparação mensal, 13 das 27 unidades da federação registraram queda no volume de serviços. São Paulo teve o maior impacto negativo (-2,1%), seguido por Mato Grosso (-5,2%) e Mato Grosso do Sul (-6,0%).
Entre as altas, o destaque foi o Distrito Federal (10,3%), seguido por Rio de Janeiro (1,8%) e Santa Catarina (2,7%).
Na comparação com março de 2025, o volume de serviços cresceu 3,0%, com alta em quatro das cinco atividades. O principal impacto positivo veio de informação e comunicação (7,9%), seguido por transportes (2,0%), serviços profissionais (1,1%) e outros serviços (2,7%).
No acumulado do ano, o avanço de 2,3% foi acompanhado por crescimento em 48,2% dos 166 tipos de serviços pesquisados.