Economia

Tesouro tenta encurtar parte da dívida pública

O governo anunciou nesta quinta-feira (5/2) que pretende reduzir a dívida pública no curto prazo. As medidas para que isso aconteça estão no Plano Anual de Financiamento (PAF 2004), divulgado pelo secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy. Refletindo o otimismo que vem demonstrando o mercado financeiro, o PAF 2004 trouxe como uma das diretrizes do […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h22.

O governo anunciou nesta quinta-feira (5/2) que pretende reduzir a dívida pública no curto prazo. As medidas para que isso aconteça estão no Plano Anual de Financiamento (PAF 2004), divulgado pelo secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy.

Refletindo o otimismo que vem demonstrando o mercado financeiro, o PAF 2004 trouxe como uma das diretrizes do Tesouro Nacional o alongamento dos prazos médios dos títulos emitidos por oferta pública. Além disso, o Tesouro pretende substituir parte dos títulos remunerados pela variação cambial e pela taxa Selic por títulos com rentabilidade prefixada ou vinculada a índices de preços. A medida mostra que, apesar do receio do Banco Central (BC) com a alta da inflação, o Tesouro Nacional projeta uma variação inflacionária controlada.

No mesmo plano anual, o Tesouro estipulou que a dívida pública mobiliária federal interna totalizará, no mínimo, 820 bilhões de reais, sendo 30% em títulos de curto prazo, e, no máximo, 880 bilhões de reais, sendo 35% em títulos de curto prazo. No ano passado, a cerca de 35,3% da dívida interna estava no curto prazo (para pagamento pelo governo no prazo de 12 meses).

Para a dívida pública federal, que agrega à dívida interna os compromissos externos, o mínimo estabelecido é de 1,08 trilhão de reais, com 26% dos títulos no curto prazo, e o máximo, de 1,15 trilhão de reais, com 32% do volume no curto prazo. No ano passado, 30,7% da dívida pública era de curto prazo.

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