Economia

TeleCheque: inadimplência cresceu nas classes A, B e C

São Paulo - Aumentou em 2009, ano marcado pela crise financeira e econômica mundial, a inadimplência entre os consumidores brasileiros com renda mensal acima de R$ 2 mil, integrantes das classes A, B e C. De acordo com dados divulgados hoje pela TeleCheque, pessoas com esse perfil representam 52,71% dos inadimplentes. Em 2008, o porcentual […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h43.

São Paulo - Aumentou em 2009, ano marcado pela crise financeira e econômica mundial, a inadimplência entre os consumidores brasileiros com renda mensal acima de R$ 2 mil, integrantes das classes A, B e C. De acordo com dados divulgados hoje pela TeleCheque, pessoas com esse perfil representam 52,71% dos inadimplentes. Em 2008, o porcentual de participação da classe alta era de 43,1%.

A inadimplência entre os consumidores que ganham menos de R$ 2 mil por mês caiu 23,96% em relação a 2008. A participação deles entre os inadimplentes em 2009 ficou em 28,81%. Outros 18,48% dos consumidores com contas em atraso não têm rendimentos ou não informaram.

O vice-presidente da TeleCheque, José Antônio Praxedes Neto, explica que os consumidores de alta renda eram os que mais usavam crédito e que, com a crise no ano passado, passaram a enfrentar a alta na taxa de juros e a redução dos prazos de empréstimo, além de abalos na renda. "Nesse cenário, muitos não conseguiram cumprir as obrigações assumidas", disse Praxedes Neto.

De uma forma geral, a inadimplência foi menor do que o previsto no início de 2009, afirmou Praxedes Neto. O índice ficou em 2,63% em 2009, ante 3,65% em 2008 - queda de 27,9%. A pesquisa considera inadimplentes consumidores que não quitaram dívidas feitas com cheques em até 15 dias. O levantamento foi feito com base em 7.340 entrevistas, realizadas em 800 municípios brasileiros.

A TeleCheque analisou ainda o perfil dos inadimplentes. A maioria deles são mulheres (55,27%), casadas (47,36%), com idade entre 31 e 40 anos (31,04%) e com graduação concluída ou em curso (33,91%).

Os ramos do comércio mais afetados pela inadimplência foram vestuário (13,92%), supermercados (10,37%), telecomunicações e eletricidade (9,71%) e magazines e lojas de departamento (7,86%).

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