Economia

Emendas do pré-sal focam em royalties

Brasília - Os senadores ignoraram os pontos centrais dos projetos de lei do pré-sal e reproduziram nas emendas apresentadas à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a disputa pela divisão dos royalties. Quase metade das sugestões de mudança no texto que estabelece o novo modelo de exploração de petróleo refere-se a aspectos relacionados ao rateio […]

Presidente Lula com óleo extraído da camada pré-sal:projeto que estabelece o modelo de partilha recebeu 54 emendas  (.)

Presidente Lula com óleo extraído da camada pré-sal:projeto que estabelece o modelo de partilha recebeu 54 emendas (.)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h45.

Brasília - Os senadores ignoraram os pontos centrais dos projetos de lei do pré-sal e reproduziram nas emendas apresentadas à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a disputa pela divisão dos royalties. Quase metade das sugestões de mudança no texto que estabelece o novo modelo de exploração de petróleo refere-se a aspectos relacionados ao rateio da compensação financeira. O senador Adelmir Santana (DEM-DF) foi um dos poucos a sugerirem alterações de conteúdo, como eliminar a exclusividade da Petrobras na operação dos novos blocos.

O projeto que estabelece o modelo de partilha, espinha dorsal do marco regulatório proposto pelo governo, recebeu 54 emendas. Ao todo, foram apresentadas 80 sugestões de alteração para as quatro propostas. A capitalização da Petrobras recebeu apenas cinco emendas. Todas as emendas serão analisadas pelos relatores do projetos nas diversas comissões em que tramitam no Senado. As alterações envolvendo a compensação financeira devida por empresas que exploram petróleo (royalty) somaram 44% do total de emendas apresentadas ao projeto da partilha. As sugestões contemplam desde novos mecanismos de divisão dos recursos até o estabelecimento de destinação específica para o dinheiro.

As emendas que tratam especificamente da divisão dos royalties são uma tentativa de impedir que o mecanismo de rateio aprovado pela Câmara dos Deputados seja mantido. O sistema proposto pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG) acaba com o pagamento diferenciado para os Estados produtores, o que pode representar uma perda de R$ 7 bilhões para o Rio de Janeiro, responsável por 85% da produção brasileira de petróleo.

Novo fundo

Uma das emendas mais polêmicas foi encaminhada pelos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Cristovam Buarque (PDT-DF). Além de sugerir uma nova divisão dos royalties, eles incluem a cobrança da participação especial (um royalty extra) nos contratos de partilha e criam o Fundo do Petróleo para Formação de Poupança e Desenvolvimento da Educação Básica (Funpeb).

"Além dos recursos oriundos do pagamento de royalties e da participação especial, o Funpeb contará com a arrecadação integral do bônus de assinatura e, no mínimo, 80% da receita da União de comercialização do óleo", explicam os parlamentares no texto da emenda. A proposta reduziria drasticamente o dinheiro a ser repassado para o Fundo Social, uma espécie de poupança que o governo pretende criar com a renda do pré-sal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoGás e combustíveisIndústria do petróleoEnergiaRoyalties

Mais de Economia

Oriente Médio perderá US$ 4,3 bilhões em 2026 no setor aéreo, prevê Iata

Aéreas vão gastar US$ 100 bi a mais com combustível e lucro cai pela metade, diz Iata

Corte de voos segue em análise, especialmente em rotas no interior, diz CEO da Azul

Passagens aéreas devem seguir mais caras pelo resto do ano, diz CEO da Latam