Economia

Proposta para reformar PIS e Cofins está com estudos prontos

Em relação à reforma dos dois tributos, o documento diz que há "estudos avançados para colocar em prática uma ampla simplificação tributária"


	Ministério da Fazenda: equipe econômica argumenta que o governo federal avançou na reforça tributária
 (Arquivo/Editora Abril)

Ministério da Fazenda: equipe econômica argumenta que o governo federal avançou na reforça tributária (Arquivo/Editora Abril)

DR

Da Redação

Publicado em 30 de dezembro de 2014 às 15h18.

Brasília - A edição especial da publicação "Economia Brasileira em Perspectiva", divulgada nesta terça-feira, 30, pelo Ministério da Fazenda, aponta que a proposta de reforma dos regimes do PIS e da Cofins está com "estudos prontos".

Em relação à reforma dos dois tributos, o documento diz que há "estudos avançados para colocar em prática uma ampla simplificação tributária".

No capítulo sobre reforma tributária e desonerações, a equipe econômica argumenta que o governo federal avançou na reforça tributária, com o fim da "Guerra dos Portos", medidas de simplificação e modernização da administração tributária, além do encaminhamento ao Senado da reforma do ICMS.

Além disso, o Ministério da Fazenda pontuou a implantação do Simples Nacional, em 2007, e a ampliação dele em 2014, a desoneração da folha de pagamentos para 56 setores da economia, a desoneração da cesta básica, a desoneração do investimento e da produção e o Reintegra, para estímulo às exportações.

O mesmo documento apresenta um capítulo sobre as reforma microeconômicas, onde apresenta ações já tomadas nessa área, como ampliação das faixas de enquadramento no Simples Nacional; o chamado "Renavam dos imóveis", que concentra todas as informações de atos jurídicos sobre um imóvel; os programas Porto Sem Papel e Porto 24 horas; além da ampliação do drawback e da implementação do Modelo Brasileiro do Operador Econômico.

O Ministério da Fazenda também relacionou a criação do Portal Único do Comércio Exterior, a permanência do Reintegra, e o Proex-Equalização.

O boletim também trata das medidas focadas no mercado de capitais e de crédito. Segundo a Fazenda, o objetivo dessas medidas foi "fomentar o mercado de capitais para que se torne, ao longo do tempo uma das mais importantes fontes de financiamento ao investimento no país".

O ministério ainda listou a alteração na regra de remuneração da poupança, a criação e implementação do Cadastro Positivo, a implementação de Basileia III, alterações para aprimorar a Letra Financeira, a redução do spread bancário, a portabilidade da dívida imobiliária, prorrogação de incentivos para debêntures e facilitação do acesso de pessoa física ao mercado de capitais.

O documento ainda lista a criação de letras imobiliárias garantidas e a normatização do mercado de ETF de renda fixa, o novo marco regulatório dos portos, o Inovar-Auto, margens de preferência para compras governamentais, entre outros.

O Ministério da Fazenda também destacou as medidas microeconômicas focas na inclusão econômica e social, como o programa Minha Casa, Minha Vida, o programa Minha Casa Melhor e a ampliação do Programa Microempreendedor Individual (MEI).

Antes do documento publicado hoje, o último boletim "Economia Brasileira em Perspectiva" divulgado pelo Ministério da Fazenda foi em março de 2013.

Acompanhe tudo sobre:economia-brasileiraImpostosLeãoMinistério da Fazenda

Mais de Economia

Desemprego cai para 5,6% em 2025, menor nível da série histórica

Brasil cria 1,2 milhão de empregos formais em 2025, menor saldo desde 2020

Haddad confirma saída do ministério da Fazenda em fevereiro

Dutra terá corredor logístico eletrificado entre Rio de Janeiro e São Paulo