Economia

Aneel projeta alta média de 8% nas contas de luz em 2026, acima da inflação

Segundo a agência, os aumentos foram causados, principalmente, pelo crescimento dos custos com subsídios incluídos nas tarifa

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 17 de março de 2026 às 15h08.

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Os primeiros reajustes nas tarifas de energia elétrica aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2026 apontam aumento relevante nas contas pagas pelos consumidores. A agência projeta que a conta de luz terá alta média de 8% em 2026, acima dos índices de inflação projetados do IGP-M (3,1%) e do IPCA (3,9%).

Segundo a Aneel, os aumentos foram causados, principalmente, pelo crescimento dos custos com subsídios incluídos nas tarifas.

Parte relevante desse avanço está ligada à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), mecanismo que concentra encargos do setor. O fundo deve atingir R$ 52 bilhões em 2026, valor repassado aos consumidores por meio das tarifas.

"A proposta apresentada em Consulta totalizou um valor de R$ 52,7 bilhões. Desse valor, R$ 47,8 bilhões são a previsão da CDE-Uso, montante 15,4% maior que o do ano passado", explica Aneel em um comunicado.

Os recursos financiam políticas como incentivos a energias renováveis e a isenção da conta de luz para famílias de baixa renda, aprovada em 2025 pelo Congresso Nacional.

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UBP

Recursos de Uso de Bem Público (UBP) serão destinados à modicidade tarifária nas regiões atendidas pela Sudam e pela Sudene. O volume pode alcançar R$ 7,9 bilhões, com impacto direto nas tarifas de energia.

A área da Sudam inclui estados como Acre, Amazonas, Pará e Roraima, entre outros. A Sudene abrange unidades da região Nordeste e municípios do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

A estimativa aponta redução média de 10,6% para consumidores residenciais nessas localidades e de até 2,9% no efeito médio nacional.

Os consumidores cativos atendidos por 21 distribuidoras terão descontos nas faturas a partir da destinação desses recursos. Os valores decorrem da repactuação de obrigações financeiras de centrais geradoras relacionadas ao Uso de Bem Público (UBP).

A medida está prevista nas Leis 15.235/25 e 15.269/25, que tratam da renegociação desses pagamentos no setor elétrico. O cenário considera a adesão de todos os geradores elegíveis ao processo.

Os R$ 7,9 bilhões serão distribuídos entre 21 distribuidoras que operam nas áreas abrangidas pela Sudam e pela Sudene. A definição das regras de rateio segue em etapa final de avaliação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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