Economia

Produtividade incerta de milho no Brasil eleva preços, diz Cepea

Além da produtividade no campo, as exportações brasileiras devem balizar a disponibilidade do cereal no segundo semestre

Milho: vendas ao mercado internacional ainda não ganharam ritmo (Rodrigo Cruz/The New York Times/The New York Times)

Milho: vendas ao mercado internacional ainda não ganharam ritmo (Rodrigo Cruz/The New York Times/The New York Times)

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Reuters

Publicado em 20 de julho de 2018 às 19h52.

São Paulo - As cotações do milho estão em alta em importantes regiões produtoras do Brasil, devido à retração de venda de produtores, que estão atentos às perdas de produtividade, principalmente em áreas do Paraná e de Mato Grosso do Sul, avaliou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), nesta sexta-feira.

Segundo o centro da Esalq/USP, os vendedores apostam em novos aumentos nas próximas semanas.

"Quanto aos compradores, aqueles que estão abastecidos postergam novos negócios com a expectativa de que o avanço da colheita pressione as cotações; por outro lado, os que têm necessidade de aquisição têm encontrado dificuldades em realizar negócios diante do recuo vendedor", afirmou.

Em Campinas (SP), o Indicador Esalq/BM&FBovespa avançou 0,9 por cento de 12 a 19 de julho, indo a 37,36 reais/saca. De 2 a 19 de julho, o indicador acumula alta de 1,6 por cento.

Na média das praças acompanhadas pelo Cepea, as cotações acumularam elevação de 0,4 por cento no mercado balcão (valor pago ao produtor) e alta de 0,9 por cento no mercado disponível (negociações entre empresas) nos últimos sete dias.

Além da produtividade no campo, as exportações brasileiras devem balizar a disponibilidade do cereal no segundo semestre, período em que os embarques se intensificam. Até o momento, as vendas ao mercado internacional ainda não ganharam ritmo.

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