Repórter
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 17h09.
Última atualização em 20 de fevereiro de 2026 às 18h46.
Em coletiva realizada nesta sexta-feira, 20, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, falou que o Brasil não vai perder a competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O ato foi uma resposta à decisão da Suprema Corte dos EUA de considerar ilegais as tarifas impostas por Trump em abril do ano passado. Para a Justiça dos EUA, questões tarifárias são prerrogativas apenas do Congresso do país.
O ministro do Desenvolvimento disse que o Brasil era um dos países mais prejudicados com a fórmula tarifária "10+40" - 10% globais mais a sobretaxa de 40% anunciada meses depois por Trump.
Alckmin lembrou na coletiva de imprensa que o Brasil já vem passando por um bom momento no comércio global em razão da queda das tarifas dos EUA. "As taxas já estavam tendo uma redução, fruto das conversas diplomáticas". O presidente em exercício disse que, de todos os países do G20, os EUA têm superávit com apenas três: Reino Unido, Austrália e Brasil.
Geraldo Alckmin afirmou que, no início do tarifaço de Donald Trump, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas, número que caiu agora para 22%. "O momento abre oportunidades para investimentos recíprocos. A negociação e o diálogo continuam", falou. Segundo ele, "abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante".
Alckmin falou na coletiva que a seção 232 - que determina os efeitos das importações de quaisquer artigos sobre a segurança nacional dos EUA - não foi atingida pela nova taxa anunciada por Trump. Isso inclui aço e alumínio, dois dos produtos mais estratégicos do Brasil na relação comercial com Washington. "Vamos ter desdobramentos jurídicos. Muitas dúvidas ainda existem", disse ele.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que buscará outros caminhos legais para impor as tarifas de importação sobre outros países, após a Suprema Corte decidir que ele aplicou as taxas de modo inconstitucional. Ele também disse que vai impor uma nova tarifa global de 10% a todos os países.
"Outras alternativas serão usadas agora para substituir aquelas que a corte incorretamente rejeitou", afirmou, em entrevista coletiva. "Os [outros] países estão dançando agora, mas não dançarão por muito tempo", afirmou.
"Inúmeras outras leis federais autorizam o presidente a impor tarifas e poderiam justificar a maioria das tarifas emitidas, senão todas. Essas leis incluem a Lei de Expansão Comercial de 1962, a Seção 232, a Lei de Comércio de 1974, seções 122, 201 e 301, e a Lei Tarifária de 1930, seção 338. Mas é um processo um pouco mais longo", disse.