Economia

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

A taxa de juro real caiu de 9,3% para 8,45%, mas ainda é a maior entre todos os países. Desde junho, o Brasil ultrapassou a Rússia e lidera o ranking

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 16 de setembro de 2026 às 18h43.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano na reunião desta quarta-feira, 16. O corte foi de 0,25 ponto percentual.

Apesar da flexibilização da taxa básica de juros, o Brasil segue com o maior juro real do mundo, segundo levantamento da MoneYou em parceria com a Lev Intelligence.

A taxa de juro real caiu de 9,3% para 8,45%, mas ainda é a maior entre todos os países. Desde junho, o Brasil ultrapassou a Rússia e lidera o ranking.

O juro real é a taxa de juros ajustada pela inflação, que reflete o retorno efetivo do investimento ou o custo do crédito, descontando a perda do poder de compra da moeda. E a taxa real combina a inflação projetada para os próximos 12 meses.

Na segunda posição, a Rússia aparece com juro real de 6,79% ao ano. Colômbia, com 6,33%, na terceira colocação; Turquia, com 6,25%, na quarta; e México, com 3,08%, na quinta, completam o topo do ranking.

A outra ponta está a Nova Zelândia, com o menor juro real do mundo, com taxa de -0,91%.

Apesar de liderar o juro real, o Brasil está na quarta posição do ranking de juros nominais, dado calculado sem descontar a inflação. A líder é a Turquia, com taxa de juros de 37%, seguida pela Argentina, com 29%, e Rússia, com 14%.

O relatório explica que o cálculo utiliza a taxa de Depósito Interbancário (DI) de um ano como referência para os juros de mercado e combina esse indicador com a inflação projetada para os próximos 12 meses, com base no Relatório Focus do Banco Central.

Os autores também destacam que as perspectivas inflacionárias foram revisadas para cima na maior parte dos países analisados, criando uma série significativa de juros reais mais baixos e negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio.

Entre os 40 países do ranking, 55% mantiveram suas taxas básicas, 35% elevaram os juros e 10% realizaram cortes.

No computo geral, entre 164 países monitorados, 72,56% mantiveram os juros, 21,34% elevaram e 6,10% cortaram.

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