Economia

Minério, cana e soja contribuíram para deflação menor do IPA

As outras etapas de produção, por sua vez, tiveram alívio maior em julho e ampliaram o recuo observado em junho

Soja: foi uma das responsáveis pela deflação menor do IPA (Jonas Oliveira/Agência Brasil)

Soja: foi uma das responsáveis pela deflação menor do IPA (Jonas Oliveira/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 28 de julho de 2017 às 09h35.

São Paulo - A continuidade do movimento de redução da queda das Matérias-Primas Brutas em julho foi a principal responsável pela leve aceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) no mês, que teve deflação de 1,16% após queda de 1,22% em junho. O preço desse conjunto caiu 1,37% em julho após declínio de 3,63% em junho, enquanto o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) recuou 0,72%, de queda de 0,67% no mês passado.

Dentro de Matérias-Primas Brutas, a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável por calcular o índice, destacou o papel dos itens minério de ferro (-11,19% para 1,47%), cana-de-açúcar (-2,88% para -1,79%) e soja em grão (1,88% para 2,41%).

As outras etapas de produção, por sua vez, tiveram alívio maior em julho e ampliaram o recuo observado em junho. Os Bens Intermediários tiveram variação negativa de 0,76%, de queda de 0,29% no sexto mês do ano, com destaque para subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de -0,69% para -4,67%.

No caso dos Bens Finais, a deflação em julho foi de 1,37% depois de cair 0,16% em junho. No grupo, a principal influência veio do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 1,83% para -7,20%.

Ainda de acordo com a FGV, entre as maiores influências individuais de alta no IPA de julho estão soja em grão (1,88% para 2,41%), minério de ferro (-11,19% para 1,47%), tomate (-30,14% para 54,83%), celulose (mesmo com a desaceleração de 6,87% para 5,24%) e óleos combustíveis (apesar do alívio de 8,04% para 2,05%).

Já na lista de maiores influências de baixa estão óleo diesel (-4,02% para -7,72%), batata-inglesa (-2,08% para -45,22%), milho em grão (-4,96% para -7,35%), feijão em grão (42,13% para -18,75%) e gasolina automotiva (-4,95% para -7,05%).

Acompanhe tudo sobre:FGV - Fundação Getúlio VargasIGP-MDeflação

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 5ª vez consecutiva

Após ata, aposta por corte de 0,5 ponto na Selic em março ganha força

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1