Economia

Mercado de petróleo pode ter déficit com cortes da Opep, diz IEA

Acordo da Opep visa cortar a produção em 1,2 milhão de barris por dia no primeiro semestre deste ano

Petróleo: IEA disse que os estoques de petróleo nas nações mais ricas do mundo subiram em janeiro pela primeira vez desde julho (Stan Honda/AFP)

Petróleo: IEA disse que os estoques de petróleo nas nações mais ricas do mundo subiram em janeiro pela primeira vez desde julho (Stan Honda/AFP)

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Reuters

Publicado em 15 de março de 2017 às 13h00.

Londres - Os estoques globais de petróleo subiram em janeiro pela primeira vez em meses, com o mercado enfrentando uma alta na produção no ano passado, mas se a Opep mantiver seus cortes de produção a demanda poderá ultrapassar a oferta no primeiro semestre deste ano, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quarta-feira.

O relatório mensal da IEA teve um tom mais altista do que uma nota divulgada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na terça-feira.

A Opep também apontou os estoques em alta, mas elevou suas estimativas para a produção fora do grupo e não sinalizou para um reequilíbrio entre oferta e demanda até o segundo semestre deste ano.

A IEA disse que os estoques de petróleo nas nações mais ricas do mundo subiram em janeiro pela primeira vez desde julho, em 48 milhões de barris, para 3,03 bilhões de barris, mais de 300 milhões de barris acima da média de cinco anos.

Mas o acordo da Opep, que visa cortar a produção em 1,2 milhão de barris por dia no primeiro semestre deste ano, alcançou uma efetividade de 91 por cento em fevereiro, e se o mercado mantiver o limite de oferta até julho, poderá haver um déficit implícito de 500 mil bpd, disse a IEA.

"Se os atuais níveis de produção forem mantidos até junho, quando o acordo expira, há um déficit implícito no mercado de 500 mil bpd no primeiro semestre de 2017, assumindo, é claro, que nada mais mude na oferta e na demanda", apontou a agência.

"Para aqueles que buscam um reequilíbrio do mercado de petróleo, a mensagem é que eles devem ser pacientes, e segurar seus nervos".

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