Economia

Justiça proíbe voos noturnos em Frankfurt e afeta Lufthansa

Empresa aérea afirma que decisão terá graves consequências para a Alemanha como um lugar para fazer negócios

"Isso ameaça não só Frankfurt e (o estado de) Hesse, mas toda a Alemanha como um país de exportação e transporte", disse o presidente da companhia aérea, Christoph Franz (Justin Sullivan/Getty Images/AFP)

"Isso ameaça não só Frankfurt e (o estado de) Hesse, mas toda a Alemanha como um país de exportação e transporte", disse o presidente da companhia aérea, Christoph Franz (Justin Sullivan/Getty Images/AFP)

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Da Redação

Publicado em 4 de abril de 2012 às 20h28.

Leipzig/Frankfurt - A Justiça alemã decidiu nesta quarta-feira a favor da suspensão de voos noturnos no aeroporto de Frankfurt, o terceiro mais movimentado da Europa, um duro golpe contra a Lufthansa e a operadora de aeroportos Fraport.

A companhia aérea, que considera os voos noturnos essenciais para transportar carga e concorrer com os aeroportos na Ásia, disse que a decisão terá graves consequências para a Alemanha como um lugar para fazer negócios e para o aeroporto de Frankfurt.

"Isso ameaça não só Frankfurt e (o estado de) Hesse, mas toda a Alemanha como um país de exportação e transporte", disse o presidente-executivo da companhia aérea, Christoph Franz, acrescentando que continuará a lutar pelos voos noturnos.

O tribunal alegou que estava proibindo os voos entre 23h e 5h porque o estado de Hesse autorizou 17 viagens nessa faixa de horário sem consulta prévia às partes interessadas, ao aprovar a expansão do aeroporto.

A Justiça disse que o estado até pode agora tomar novas medidas pelos voos noturnos, mas adiantou que há poucas chances. O ministro do Transporte do estado, Dieter Posch, disse que Hesse acatará a proibição integralmente e não insistirá nos voos noturnos.

Além da total proibição entre 23h e 5h, a corte de Leipzig reduziu o número de voos entre 22h e 6h de 150 para 133 por causa poluição sonora.

Às 10h05 de Brasília, as ações da Lufthansa caíam 4,88 por cento, enquanto os papéis da Fraport perdiam 2 por cento.

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