(Reprodução/LinkedIn)
Redação Exame
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 11h35.
Aos 30 anos, Sahil Bloom já havia conquistado tudo o que imaginava: estabilidade, patrimônio e prestígio. Ainda assim, sentia-se insatisfeito. Foi a partir dessa inquietação que ele decidiu repensar sua relação com o dinheiro.
Empreendedor, investidor e autor do livro “Os 5 Tipos de Riqueza”, Bloom passou os últimos três anos mergulhado em estudos sobre finanças pessoais e estratégias de construção de riqueza. A partir dessa experiência, desenvolveu um conjunto de 25 regras financeiras que, segundo ele, transformaram sua vida.
Ao contrário de fórmulas genéricas de enriquecimento rápido, suas diretrizes são baseadas em disciplina, clareza de propósito e inteligência emocional, fatores essenciais também no mundo corporativo. E é justamente na interseção entre finanças pessoais e performance profissional que essas lições ganham ainda mais relevância para líderes e profissionais de finanças corporativas. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
Bloom começa pela base: evitar decisões financeiras ruins é, segundo ele, um dos maiores diferenciais para o sucesso a longo prazo. Isso inclui desde compras impulsivas até assumir dívidas desnecessárias.
Para ele, a verdadeira disciplina financeira está em diminuir o ritmo e proteger-se de decisões tomadas por impulso, uma mentalidade aplicável também à gestão corporativa de recursos.
“Você pode ir muito longe simplesmente evitando erros”, afirma.
Outra diretriz impactante é a dissociação entre autoestima e saldo bancário. Em mercados voláteis, a confiança do profissional não pode oscilar conforme os gráficos. Bloom defende que valores como caráter, relacionamentos e contribuição à sociedade são pilares mais sólidos.
Essa visão ressoa especialmente em ambientes corporativos onde pressões por resultados financeiros podem colocar em risco decisões éticas e sustentáveis.
Controlar gastos, viver abaixo das possibilidades e manter uma rotina de acompanhamento financeiro não são apenas bons hábitos — são estratégias de inteligência. “Você não pode melhorar o que não monitora”, diz Bloom.
Em uma era em que profissionais de finanças corporativas lidam com dados complexos e múltiplas fontes de custo, aplicar esse princípio à vida pessoal amplia a capacidade de tomar decisões estratégicas também no trabalho.
Para Bloom, aumentar a renda, por meio do aprimoramento de habilidades e busca por novas oportunidades, gera impacto muito maior do que se preocupar com variações mínimas de retorno em investimentos. Essa regra dialoga diretamente com profissionais em ascensão: investir em capacitação, assumir projetos de maior visibilidade e buscar promoções pode gerar um salto não apenas financeiro, mas também de carreira.
Enquanto muitos veem gastos com alimentação saudável, livros ou academia como despesas, Bloom os classifica como investimentos pessoais.
Ele argumenta que esses elementos aumentam a energia, a presença e a clareza,atributos cada vez mais valorizados em ambientes corporativos. A saúde emocional e física, diz ele, são fatores diretamente ligados à performance profissional.
Automatizar pagamentos, consolidar contas e reduzir fricções desnecessárias é outra recomendação do autor. No ambiente corporativo, essa lógica também se aplica: processos financeiros bem definidos liberam tempo e energia para o que realmente importa, pensar estrategicamente, inovar e liderar com visão.
Bloom sugere simular cenários de crise a cada trimestre, como perda de emprego ou emergência médica. Embora voltada à vida pessoal, essa lógica pode (e deve) ser transposta ao mundo corporativo.
Empresas que desenvolvem uma cultura de gestão de riscos, reservas de emergência e planos de contingência têm mais agilidade para lidar com imprevistos e menos vulnerabilidade diante de crises econômicas.
Um ponto pouco convencional no discurso de Bloom é a defesa da generosidade. “Seja frugal com você e generoso com os outros”, diz. Em finanças corporativas, essa mentalidade pode se traduzir em programas de bem-estar, reconhecimento de equipes e investimentos em capital humano, ações que fortalecem cultura organizacional e criam valor a longo prazo.
Para Sahil Bloom, o dinheiro deve servir a propósitos maiores: criar tempo, viver experiências significativas, cuidar da saúde e ter uma vida com sentido. No mundo corporativo, essa filosofia ecoa nos princípios da governança responsável e da criação de valor além do lucro imediato. Empresas e profissionais que alinham finanças à estratégia de longo prazo e ao impacto positivo constroem reputações sólidas e se destacam no mercado.
Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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