Economia

Inadimplência das empresas cai 7% de janeiro para fevereiro

É a maior queda verificada na passagem do primeiro para o segundo mês do ano, desde 2010

Entre os itens que compõem o indicador, o único que apresentou elevação na inadimplência foi o das dívidas não bancárias (Wikimedia Commons)

Entre os itens que compõem o indicador, o único que apresentou elevação na inadimplência foi o das dívidas não bancárias (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 29 de março de 2012 às 12h10.

São Paulo - A inadimplência das empresas brasileiras diminuiu 7% em fevereiro ante janeiro, segundo dados divulgados hoje (29) pela empresa de consultoria Serasa Experian. É a maior queda verificada na passagem do primeiro para o segundo mês do ano, desde 2010. Porém, no comparativo com fevereiro de 2011, houve alta de 18% no número de empresas que não conseguiram honrar seus compromissos.

Entre os itens que compõem o indicador, o único que apresentou elevação na inadimplência foi o das dívidas não bancárias – com financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços –, que subiram 2,4% de um mês para o outro. Débitos com bancos caíram 0,6%. Protestos e cheques sem fundos tiveram queda de 23,6% e 3,4%, respectivamente.

O valor médio das dívidas subiu no primeiro bimestre do ano. Dívidas não bancárias ficaram em R$ 795,41, o que representou um crescimento de 3,9% ante igual período de 2011. A média de débitos com bancos ficou em R$ 5.295,14, uma alta de 3,1%. Títulos protestados registraram valores médios de R$ 1.870,08, uma elevação de 11,7%. Os cheques sem fundos atingiram média de R$ 2.236,99, representando um aumento de 11,3%.

Segundo os economistas da Serasa, a queda expressiva na inadimplência ocorreu em função do Carnaval, que reduziu número de dias úteis no mês de fevereiro. No ano passado, o feriado caiu no mês de março. Dados do Banco Central mostram que as taxas de juros para as empresas vêm diminuindo.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpréstimosInadimplência

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 5ª vez consecutiva

Após ata, aposta por corte de 0,5 ponto na Selic em março ganha força

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1