Economia

Governo toma medidas para conter queda do dólar

Medida Provisória aprovada hoje autoriza o Conselho Monetário Nacional a estabelecer condições específicas para negociação de contratos de derivativos

Na terça-feira, a cotação do dólar atingiu o menor valor dos últimos 12 anos  (Karen Bleier/AFP)

Na terça-feira, a cotação do dólar atingiu o menor valor dos últimos 12 anos (Karen Bleier/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 27 de julho de 2011 às 09h49.

Brasília - O governo toma novas medidas para tentar reduzir o desequilíbrio entre o dólar e o real. Ontem (26), - quando a cotação do dólar atingiu o menor valor dos últimos 12 anos - o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já tinha indicado que a equipe econômica adotaria medidas neste sentido. Hoje (27), o Diário Oficial da União publica a Medida Provisória 539, que autoriza o Conselho Monetário Nacional a estabelecer condições específicas para negociação de contratos de derivativos.

Segundo a MP, no caso de operações relativas a títulos ou valores mobiliários, envolvendo contratos de derivativos, a alíquota máxima fixada passa a ser de 25% sobre o valor da operação.

O derivativo tem esse nome porque o preço deriva de outro ativo negociado no mercado financeiro e é utilizado muitas vezes como proteção dos investimentos. Pode servir também, por exemplo, como uma aposta dos investidores em uma queda ainda maior do dólar.

O Diário Oficial publica ainda o Decreto 7.536 com novas mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Segundo o texto do decreto, quando a operação de empréstimo for contratada pelo prazo médio mínimo superior a 720 dias e for liquidada antecipadamente, o investidor terá que pagar juros de mora e multa.

Com a mudança, o IOF será cobrado à alíquota de 1%, sobre o valor nocional ajustado, que vem a ser o total do ativo relacionado ao título derivado.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, concede entrevista coletiva às 10h para esclarecer as novas medidas.

Acompanhe tudo sobre:Governo DilmaCâmbioDólarMoedasGestão pública

Mais de Economia

Governo altera projeção de alta do IPCA em 2026 de 3,7% para 4,5%

IBC-Br: prévia do PIB cai 0,7% em março de 2026

Focus eleva projeção de Selic de 13,00% para 13,25% em 2026

Petróleo a US$ 100 por guerra no Irã eleva apostas em pausa de cortes da Selic